quinta-feira, 2 de julho de 2026

Mosquitos picam mais algumas pessoas? Veja o que pode atrair insetos

 


Estudos indicam que fatores como consumo de cerveja, banana, odor corporal, temperatura da pele e até roupas podem influenciar a atração de mosquitos. Repelentes seguem como a forma mais eficaz de proteção.







Sim, os mosquitos parecem ter preferência por algumas pessoas. Mas, ao contrário do que muita gente imagina, o tipo sanguíneo pode não ser o principal fator nessa escolha.

De acordo com o HuffPost, pesquisas já mostraram que grávidas, por exemplo, tendem a atrair mais mosquitos. Uma das explicações é que elas liberam mais dióxido de carbono, substância que chama a atenção desses insetos.

Outro fator que pode influenciar é a alimentação.

Mosquitos podem ser atraídos por cerveja e banana

Um estudo realizado em 2025 apontou que pessoas que bebem cerveja têm 44% mais probabilidade de atrair mosquitos.

A pesquisa, feita em um festival, também indicou que quem havia consumido cannabis ou tido relações sexuais na noite anterior se tornou mais atrativo para os insetos, com aumento de 35% e 46%, respectivamente.

Outro levantamento mostrou que comer banana também pode aumentar a chance de picadas.

Há ainda quem acredite que alimentos salgados, picantes ou doces possam atrair mosquitos, mas ainda não há evidências científicas suficientes para comprovar essa relação.

Além da alimentação, outros fatores também podem influenciar, como odor corporal, oleosidade da pele, temperatura do corpo e até a cor das roupas. Pessoas com temperatura corporal mais elevada tendem a ser mais picadas.

Como evitar picadas de mosquitos

Quem costuma ser alvo frequente dos mosquitos pode adotar alguns cuidados simples.

Um dos estudos citados indicou que pessoas que usavam protetor solar eram 48% menos atrativas para os insetos. Cobrir o corpo, manter janelas fechadas e usar roupas claras, especialmente brancas, também pode ajudar.

Apesar dessas medidas, especialistas reforçam que os repelentes continuam sendo a opção mais eficaz. O pesquisador Cameron Webb, especialista em mosquitos, afirmou à New Scientist que o uso de repelente ainda é a melhor forma de proteção.

Plantas que ajudam a afastar insetos

Quem busca alternativas mais naturais também pode apostar em algumas plantas conhecidas por ajudar a repelir mosquitos, moscas, aranhas e outros insetos.

Segundo o entomologista Roberto M. Pereira, citado pela revista Prevention, algumas plantas produzem compostos que funcionam como defesa natural contra insetos.

Entre as opções estão:

Citronela
Capim-limão
Hortelã
Erva-dos-gatos
Sálvia
Petúnia
Calêndula
Alecrim




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domingo, 21 de junho de 2026

4 regras de sono que o ajudam a envelhecer melhor, alerta neurologista

 


Dormir bem pode ajudar a viver mais e melhor, mas não basta passar muitas horas na cama. Um neurocientista revelou os hábitos de sono que mais contribuem para um envelhecimento saudável e explica porque a regularidade pode ser tão importante quanto a duração do descanso.








Muito provavelmente você já ouviu que uma boa noite de sono é fundamental para um envelhecimento saudável e uma maior longevidade. Dormir pelo menos sete horas por noite ajuda a viver mais e pode até reduzir o risco de demência.

Em entrevista ao HuffPost UK, o neurocientista Matthew Walker destacou: “O sono está associado a um envelhecimento mais saudável, e a biologia nos dá bons motivos para isso, mas desconfie de quem vende o sono como uma solução milagrosa para a longevidade”.

Assim, há outros aspectos importantes a serem considerados.

1. Consistência é fundamental

Algumas pesquisas descobriram que a regularidade do sono — neste caso, ir para a cama sempre no mesmo horário (sempre que possível) — é um indicador de longevidade ainda mais importante do que o total de horas dormidas.

“A regularidade dos horários de sono tem se mostrado um poderoso indicador de saúde a longo prazo. Em algumas análises, é até mais forte do que o total de horas dormidas”, afirmou Walker.

2. Procure dormir de sete a nove horas por noite

A maioria dos adultos precisa de pelo menos sete horas de sono por noite. Alguns estudos indicam que esse é o intervalo ideal para adultos de meia-idade e idosos, embora isso varie de pessoa para pessoa.

“Dormir pouco de forma crônica está associado a doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos e comprometimento da função imunológica”, explica o neurocientista.

3. Proteja o sono profundo, especialmente com o avanço da idade

O sono profundo deve representar cerca de um quarto do sono total e é essencial para o descanso adequado.

“O sono profundo não-REM é quando o cérebro realiza grande parte de suas funções vitais durante a noite, e também é a fase que mais se deteriora com a idade”, acrescentou.

Algumas condições ajudam a melhorar o sono profundo, como manter o quarto fresco, evitar consumo de álcool à noite e se expor à luz natural logo pela manhã.

4. Se ronca e tem pausas na respiração, fique atento

“Não posso enfatizar isso o suficiente. Pode ser o conselho mais importante desta lista”, disse Walker.

“A apneia do sono não tratada é um fator real de risco cardiovascular e cognitivo a longo prazo, além de ser comum e subdiagnosticada”, afirma o especialista.

“Se esse for o seu caso ou o do seu parceiro — ou seja, se houver ronco alto e pausas na respiração — procure um médico. Este é o único item da lista que realmente justifica uma consulta”, concluiu.




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terça-feira, 2 de junho de 2026

Feridas persistentes na boca podem indicar câncer bucal

 


Associação médica reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção para aumentar chances de cura e reduzir sequelas.







Feridas que não cicatrizam, dificuldade para engolir e sensação de algo preso na garganta podem parecer sintomas simples do dia a dia, mas também podem ser sintomas do câncer bucal, doença que na maioria das vezes é diagnosticada já em estágio avançado. E no Dia Nacional de Combate ao Câncer Bucal, celebrado em 31 de maio, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 15 mil novos casos desse tipo de câncer por ano, sendo a maior incidência entre homens acima dos 40 anos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 530 mil novos casos da doença sejam diagnosticados anualmente em todo o mundo.

O Dr. Augusto Abrahao, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, membro da ABORL-CCF, explica que o câncer bucal, também conhecido como câncer de boca, afeta regiões como lábios, língua, gengiva, céu da boca, bochechas e cavidade oral e, em muitos casos, os primeiros sinais surgem de forma silenciosa e acabam ignorados pelos pacientes. “Esse câncer pode começar com pequenas alterações, como manchas esbranquiçadas na mucosa oral e aftas que não cicatrizam. O fato é que quanto mais precoce o diagnóstico, maior é chance de cura e menores os impactos na qualidade de vida”, comenta, ao revelar que muitos pacientes só procuram ajuda quando começam a sentir dor intensa ou dificuldade importante para falar e engolir. “O ideal é investigar qualquer alteração persistente na boca ou garganta o quanto antes.”

Principais causas


O especialista afirma que o tabagismo; o consumo em excesso de bebidas alcoólicas; a infecção pelo HPV; a exposição solar sem proteção nos lábios; a má higiene bucal; a alimentação pobre em frutas e vegetais e o histórico familiar estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal. “O cigarro e o álcool continuam sendo os principais fatores de risco, principalmente quando associados. Além disso, a infecção pelo HPV tem aumentado a incidência de tumores na região”, relata, ao comentar que grande parte dos casos pode ser evitada com simples mudanças de hábitos e cuidados preventivos, como, além de não fumar e beber em excesso, vacinar-se contra o HPV; manter uma alimentação equilibrada e utilizar protetor labial com filtro solar. “Sem dúvida a prevenção é a melhor estratégia. Consultas regulares ao dentista e ao otorrinolaringologista ajudam na identificação precoce de lesões suspeitas, aumentando significativamente as chances de cura.”

Tratamento


De acordo com o Dr. Abrahao, o tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias combinadas. Ele ressalta que o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para a redução de mortes e sequelas provocadas pelo câncer bucal. “Ao perceber qualquer alteração persistente na boca ou na garganta, deve-se procurar um médico imediatamente, pois o diagnóstico precoce permite um tratamento com índice de sucesso muito maior e com menos sequelas ao paciente”, atesta.






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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Rinite e sinusite: clima instável aumenta crises respiratórias

 


Mudanças bruscas de temperatura e tempo seco podem aumentar casos de rinite e sinusite, segundo especialistas. Médicos alertam que o frio compromete a proteção natural do nariz e favorece crises alérgicas, infecções respiratórias e inflamações mais intensas nesta época do ano.








As mudanças bruscas de temperatura que têm ocorrido em grande parte do Brasil nos últimos dias podem aumentar de maneira significativa os casos de rinite e sinusite.

De acordo com o Dr. Miguel Tepedino, ex-presidente da Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), as condições climáticas, típicas dessa época do ano, comprometem o funcionamento natural do nariz. Ele explica que o nariz funciona como um “filtro de ar”, mas, para o bom funcionamento, depende de umidade e temperatura adequadas. “Quando o ar está frio e seco, a mucosa resseca, os cílios ficam mais lentos e a secreção se torna mais espessa, reduzindo a capacidade de eliminar partículas e vírus. Além disso, a maior permanência em ambientes fechados favorece a concentração de ácaros e a circulação de vírus respiratórios, que aumentam tanto as crises alérgicas quanto as infecções.”

Diferenças


A rinite é uma inflamação limitada à mucosa nasal, geralmente relacionada a alergias, embora também possa ser causada por infecções. Já a sinusite, corresponde à inflamação de um ou mais seios paranasais e, a rinossinusite, por sua vez, ocorre quando há inflamação tanto dos seios paranasais quanto das fossas nasais. “A rinossinusite não envolve apenas o nariz, mas também os seios da face, caracterizando um quadro inflamatório mais amplo, com sintomas como obstrução nasal, secreção, congestão e pressão facial”, revela o Dr.Tepedino, ao comentar que mais que os sintomas isolados, o padrão de evolução é o principal alerta para a pessoa procurar auxilio médico.

Ele conta que a avaliação profissional é recomendada quando os sintomas persistirem por mais de uma semana; quando há dor facial intensa, especialmente de um lado, quando existe febre alta e a secreção nasal se torna mais espessa e persistente; e quando há piora após a melhora inicial. “Esses sinais podem indicar que não se trata de um resfriado comum.”

Atente-se!


Segundo o otorrinolaringologista, entre os fatores que mais desencadeiam crises estão os ácaros domésticos, principal fator em áreas urbanas; poeira e mofo; poluição; mudanças bruscas de temperatura; odores irritantes, como perfumes e produtos de limpeza; e infecções virais. Em pessoas com rinite alérgica, o sistema imunológico reage de maneira exagerada, mantendo a inflamação da mucosa nasal. “Não existe uma solução única de prevenção, mas sim um conjunto de cuidados que fazem a diferença, como reduzir ácaros em colchões, travesseiros e tecidos; manter os ambientes ventilados e com luz natural; controlar a umidade para evitar o mofo; evitar o acúmulo de poeira e reduzir o uso de produtos muito perfumados”, diz.

Bastante comum, a lavagem nasal com soro fisiológico é uma medida segura e eficaz que previne e alivia os sintomas. De acordo com o especialista, ela pode ser feita diariamente, principalmente em períodos críticos. “Esse procedimento atua de forma mecânica, removendo secreções, partículas e mediadores inflamatórios. No entanto, é importante utilizar a solução adequada, evitando pressão excessiva e mantendo os dispositivos limpos.”

Dr, Tepedino também chama a atenção para alguns equívocos frequentemente cometidos, que podem prorrogar o ciclo de inflamação, como o uso repetido de descongestionantes para alívio imediato; a utilização de antibióticos sem indicação médica; a interrupção precoce do tratamento e não levar a sério os sintomas persistentes. “É importante ressaltar que embora os descongestionantes ofereçam o alívio rápido, eles não tratam a causa e o uso contínuo, por mais de três a cinco dias, pode causar o efeito rebote, com a piora da obstrução nasal e até mesmo a dependência funcional”, explica, ao afirmar que a maioria das rinossinusites é viral e melhora de maneira espontânea, sendo que o uso de antibióticos, sempre com orientação médica, deve ser restrito a casos específicos, como sintomas por mais de dez dias; piora após melhora inicial; dor facial persistente com secreção espessa.






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Mosquitos picam mais algumas pessoas? Veja o que pode atrair insetos

  Estudos indicam que fatores como consumo de cerveja, banana, odor corporal, temperatura da pele e até roupas podem influenciar a atração d...