quarta-feira, 13 de maio de 2026

8 alimentos que protegem o intestino e cabem no prato do dia a dia

 


Consumo de ultraprocessados eleva em até 86% o risco de doenças inflamatórias intestinais; nutricionista elenca os alimentos mais acessíveis para proteger o intestino.








Brasil enfrenta uma emergência silenciosa. Na última década, a prevalência de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) cresceu cerca de 15% ao ano no país. A Doença de Crohn, especificamente, avança 12% ao ano, fenômeno impulsionado pela urbanização e por mudanças no padrão alimentar. 

Para completar o cenário, dados científicos de 2025 revelam que o consumo de alimentos ultraprocessados eleva em até 86% o risco de desenvolver essas condições.

No Maio Roxo, mês internacional de conscientização sobre as DIIs, o debate vai além do manejo dos sintomas. A incidência já chega a 100 casos para cada 100 mil habitantes, e o foco precisa ir também para a prevenção, a partir de escolhas alimentares conscientes, o que o nutricionista Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, chama de "alfabetização alimentar".

"A base da saúde intestinal não está em alimentos caros ou da moda, mas em regularidade, variedade de plantas, boa hidratação e menor consumo de ultraprocessados", resume Righi, que baseia suas orientações em diretrizes de nutrição clínica e protocolos de gastroenterologia. Ele elencou os alimentos mais acessíveis e eficazes para cuidar do intestino no cotidiano brasileiro.

Feijão


Barato, versátil e rico em fibras, o feijão é o protagonista da lista. Para Righi, ele merece destaque especial. "A combinação arroz, feijão, salada e legumes cozidos segue sendo uma das formas mais simples de cuidar do intestino no dia a dia", afirma.

1. Aveia


Fonte de fibra, a aveia pode ser incorporada de forma simples: uma colher de sopa no café da manhã já é um bom começo para quem ainda não tem o hábito.

2. Frutas com casca ou bagaço


Banana, mamão e laranja com bagaço são aliadas da saúde intestinal e estão entre as frutas mais acessíveis do país. Righi recomenda priorizá-las sempre que houver boa tolerância.

3. Legumes e verduras


No prato ou como acompanhamento, legumes cozidos e verduras frescas entram na lista de alimentos essenciais para o intestino. A variedade é tão importante quanto a frequência.

4. Leguminosas variadas


Lentilha e grão-de-bico complementam o feijão como fontes de fibras. Variar entre elas ao longo da semana ajuda a diversificar a microbiota intestinal.

5. Mandioca e batata-doce


Alimentos tradicionais da cozinha brasileira e ricos em fibras, mandioca e batata-doce são opções nutritivas e de fácil preparo para incluir nas refeições principais.

6. Linhaça e chia


Uma colher de chá de chia hidratada já representa um acréscimo relevante de fibras na dieta. Linhaça e chia podem ser adicionadas a iogurtes, sucos ou preparações salgadas.

7. Iogurte natural ou kefir


Para quem tolera lácteos, iogurte natural e kefir são fontes de probióticos que colaboram com o equilíbrio da microbiota intestinal.

Como incluir mais fibras sem desconforto

A principal recomendação de Righi para quem quer melhorar a saúde intestinal é uma mudança por vez. "Em vez de mudar tudo de uma vez, comece com uma estratégia simples por semana: uma fruta a mais no dia, uma colher de sopa de aveia, duas colheres de feijão no almoço, legumes cozidos no jantar ou uma colher de chá de chia hidratada", orienta.

Beber água e mastigar bem são partes indispensáveis do processo. Quando o consumo de fibras aumenta rapidamente, sem hidratação e sem adaptação, surgem gases, distensão e desconforto. As diretrizes de gastroenterologia indicam que a introdução deve ser gradual, ao longo de semanas, não em poucos dias.

Os erros mais comuns


Righi aponta dois equívocos recorrentes entre os pacientes. O primeiro é apostar em soluções isoladas. "O maior erro é tentar resolver o intestino com um produto isolado, como probiótico, chá, shot ou suplemento, enquanto a rotina segue pobre em fibras, água e comida de verdade", afirma.

O segundo é cortar alimentos sem avaliação profissional. "Algumas pessoas retiram feijão, leite, glúten, frutas, saladas e diversos vegetais por conta própria. Em alguns casos, isso até reduz sintomas por alguns dias, mas também empobrece a dieta e dificulta a recuperação da diversidade alimentar", explica.

Em doenças como Crohn e retocolite ulcerativa, o alerta é ainda mais importante: a conduta precisa respeitar a fase da doença, os sintomas, a presença de estenoses, os exames e o risco de desnutrição. "A orientação atual reforça uma dieta individualizada, com atenção à tolerância e ao estado nutricional", acrescenta Righi.

O hábito que transforma

Se pudesse dar apenas uma recomendação, Righi escolheria colocar uma fonte de fibra em todas as refeições principais, todos os dias. "Na prática, isso significa manter o prato com feijão ou outra leguminosa, legumes ou verduras e uma fruta ao longo do dia. Não precisa ser perfeito. Precisa ser constante. O intestino responde melhor à rotina do que a soluções pontuais", conclui.

Fibras alimentares ajudam no volume das fezes, no trânsito intestinal e na produção de ácidos graxos de cadeia curta, substâncias formadas pela microbiota intestinal que participam da saúde da mucosa e da regulação imunológica.






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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Pressão Alta: um a cada quatro adultos no Brasil convive com a condição

 


Especialista alerta que o diagnóstico precoce é a principal ​​estratégia​​​​ para prevenir complicações graves como infarto e AVC.









hipertensão arterial, ou pressão alta,​ ​pode​ não ​apresentar​ si​ntomas​ evidentes em seus estágios iniciais, evoluindo de forma silenciosa ao longo do tempo.​ ​​Essa​​​ ​condição crônica​​ ​​afeta cerca de 28% dos adultos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, ​​e é​​ um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares graves.​

A doença é caracterizada pela elevação persistente da pressão sanguínea nas artérias e está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento de complicações severas, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

O grande desafio reside em sua natureza assintomática. "Muitos pacientes só descobrem em fases avançadas, quando os danos já podem ser significativos. Esse atraso no diagnóstico eleva drasticamente o risco de eventos cardiovasculares e de lesões em órgãos vitais, como coração, rins e cérebro", ​​esclarece​​​​ ​​a cardiologista Lilian Carvalheiro, d​​a​​​ ​AMA Especialidades Jardim São Luiz, unidade gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”​ em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP)​.

Fatores como predisposição genética, dieta inadequada — rica em sódio e ultraprocessados —, sedentarismo, sobrepeso, consumo de álcool e tabagismo são os principais gatilhos para o desenvolvimento da hipertensão. Diante disso, a aferição regular da pressão arterial é a ferramenta mais eficaz para a detecção precoce, mesmo na ausência de sintomas.

"O tratamento vai além da medicação. A adesão a um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico contínuo são pilares para avaliar a resposta terapêutica e realizar os ajustes necessários. A condição exige vigilância constante, pois seu controle inadequado pode resultar em complicações progressivas", reforça a especialista.

Para enfrentar este desafio de saúde pública, o CEJAM ​​possui​​​​ ​​uma linha de cuidados específica para a hipertensão, que organiza o acompanhamento do paciente de forma integrada e contínua na Rede de Atenção à Saúde.

“Este modelo permite um acompanhamento longitudinal e baseado no risco de cada indivíduo. Ao fortalecer o vínculo entre o paciente e a equipe de saúde, desde o diagnóstico até o controle da doença, contribuímos diretamente para a prevenção de complicações e para a melhoria da qualidade de vida”, destaca Poliana de Lima, gerente da UBS Jardim Coimbra — unidade que também é administrada pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP.

​​Na prática, o fluxo assistencial abrange a identificação ativa de pacientes, aferição periódica da pressão, consultas médicas e de enfermagem, e orientações com equipes multiprofissionais. Casos de maior complexidade são encaminhados a especialistas, mas sempre com a Atenção Primária coordenando o cuidado. ​​Esse acompanhamento contribui para a redução de agravos e para a promoção do bem-estar dos pacientes.​​​






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domingo, 19 de abril de 2026

Café com açúcar, adoçante ou puro, qual é a melhor opção?

 


Forma de consumo pode impactar a saúde; especialista explica como fazer escolhas mais equilibradas no dia a dia.





O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros e, no Dia Mundial do Café, surge uma dúvida comum: afinal, qual é a melhor forma de consumir a bebida no dia a dia? A resposta pode depender do hábito de cada pessoa, mas, do ponto de vista da saúde, o café puro costuma ser a opção mais equilibrada. Isso porque ele mantém seus compostos naturais e não adiciona calorias extras à rotina.

Segundo Michel Silva, coordenador de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o problema geralmente não está no café, mas no que é adicionado a ele. “O café pode trazer benefícios, como melhora da concentração e mais disposição. O ponto de atenção é o consumo de açúcar ao longo do dia, que muitas vezes acontece sem que a pessoa perceba”, explica.

Para quem tem o hábito de adoçar, vale observar a quantidade. Pequenas doses ao longo do dia podem se somar e impactar a saúde, contribuindo, por exemplo, para o aumento do risco de doenças como o diabetes tipo 2.

Já o adoçante costuma ser uma alternativa para reduzir o consumo de açúcar, mas também não deve ser usado em excesso. “O ideal é não depender do sabor doce. O paladar pode ser reeducado aos poucos, reduzindo a quantidade de açúcar ou adoçante gradualmente”, orienta o especialista.

Na prática, pequenas mudanças já fazem diferença. Diminuir a quantidade de açúcar aos poucos, evitar adoçar todas as xícaras e testar o café puro em alguns momentos do dia são estratégias simples que ajudam na adaptação.

Outra dica importante é prestar atenção na quantidade total consumida. Mesmo sem açúcar, o excesso de café pode causar efeitos como ansiedade, irritação e dificuldade para dormir.

No fim das contas, não existe uma única regra que funcione para todos. O mais importante é buscar equilíbrio e entender como o corpo reage. Aproveitar o Dia Mundial do Café pode ser um bom ponto de partida para rever hábitos e fazer escolhas mais conscientes, sem abrir mão do prazer de um bom café.






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sexta-feira, 27 de março de 2026

Proteína: veja as melhores opções para a saúde do coração

 


Especialistas destacam alimentos ricos em proteína que ajudam a manter músculos, energia e saúde cardiovascular. Fontes vegetais, peixes e oleaginosas ganham destaque por oferecer benefícios além do ganho de massa muscular.








A proteína ganhou destaque nas dietas atuais e vem sendo cada vez mais valorizada por quem busca saúde e ganho de massa muscular, além de outros benefícios importantes para o organismo.

“A proteína é essencial para construir e reparar músculos e ossos, fornecer energia e contribuir para a saúde geral, incluindo a do coração”, destaca a Fundação do Coração, segundo reportagem do programa “Today”.

“[Mas] nem todas as fontes de proteína impactam a saúde da mesma forma”, ressalta a entidade.

A cardiologista Nieca Goldberg revelou ao programa quais são suas principais escolhas quando o assunto é proteína.

Dica da cardiologista: prefira fontes saudáveis de proteína

Goldberg destaca o consumo de pasta de amendoim sem açúcar e oleaginosas, especialmente amêndoas, por oferecerem uma boa combinação de gorduras saudáveis e proteína. As amêndoas, por exemplo, contêm cerca de 6 gramas de proteína em uma porção de 28 gramas.

O peixe também está entre as opções favoritas da médica. “O peixe é rico em ômega 3. Costumo prepará-lo assado ou grelhado, porque não é apenas a proteína que importa, mas também a forma de preparo”, explicou.

Outro alimento citado por ela é o frango, principalmente quando preparado assado.

Por que a proteína é importante?

A proteína tem papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico, na produção de hormônios, no controle do açúcar no sangue, no envelhecimento saudável e na manutenção da massa muscular, explica a nutricionista Rachael DeVaux.

“Gosto de incentivar as pessoas a enxergarem a proteína não apenas como um nutriente voltado para o desempenho físico, mas como algo essencial para a saúde no dia a dia”, afirmou.

As proteínas de origem vegetal também são recomendadas, por apresentarem baixos níveis de gordura saturada e serem ricas em fibras.

Um estudo de 2024 apontou que uma maior proporção de proteína vegetal em relação à animal está associada à redução de 19% no risco de doenças cardiovasculares e de 27% no risco de doença arterial coronariana.

Além disso, os ácidos graxos ômega 3 presentes em peixes como anchova, arenque, cavala, salmão e sardinha ajudam a reduzir o risco de insuficiência cardíaca e problemas nas artérias.

Proteína: por onde começar

Para quem quer melhorar a saúde do coração, as melhores opções incluem proteínas vegetais, como feijão, grão-de-bico, lentilha, tofu, nozes e sementes, além de peixes e frutos do mar, segundo recomendação da Fundação do Coração.








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sábado, 21 de março de 2026

Potássio Baixo: sinais preocupantes que muita gente ignora

 


Deficiência do mineral é comum e pode provocar cãibras, dores de cabeça e até alterações no ritmo cardíaco. Especialistas alertam para a importância da alimentação adequada para evitar complicações mais graves.








O potássio é um mineral essencial para o organismo e, apesar disso, muita gente apresenta níveis baixos sem perceber. Embora pareça algo sem grande importância, ele está diretamente ligado à saúde do coração e pode até ajudar a reduzir o risco de AVC.

O professor John Young explicou ao jornal Daily Mail que a deficiência de potássio é bastante comum. “Isso acontece principalmente por causa de dietas pobres, com muitos alimentos ultraprocessados e excesso de sal, além da falta de informação. A menos que os níveis estejam muito baixos ou exista um problema de saúde, como doenças cardíacas ou renais, dificilmente a pessoa recebe um diagnóstico”, afirmou.

O potássio desempenha um papel fundamental no funcionamento do sistema nervoso, dos músculos e na manutenção do ritmo cardíaco. Ele também ajuda a controlar a pressão arterial e a eliminar o excesso de sódio do organismo.

De acordo com o especialista, sinais mais leves de deficiência incluem cãibras, especialmente nos dedos dos pés, prisão de ventre e dores de cabeça. “Quando a deficiência é mais leve, esses sintomas costumam aparecer”, explicou.

Já em casos mais graves, os efeitos podem ser mais preocupantes. “Quando os níveis estão muito baixos, podem surgir sintomas como confusão mental, alterações de humor, depressão, palpitações, além de problemas gastrointestinais e respiratórios”, alertou.

O potássio também é importante para a saúde muscular, óssea, nervosa e circulatória, sendo um aliado na prevenção de doenças cardiovasculares e no equilíbrio do organismo. Além disso, contribui para o controle do peso, ajuda a aliviar dores, reduzir o estresse e manter o equilíbrio dos líquidos no corpo.

Muita gente associa o potássio à banana, mas ela não é a única nem a principal fonte do mineral. Uma unidade média da fruta contém cerca de 422 mg de potássio. Já a batata-doce, por exemplo, pode oferecer aproximadamente 542 mg por unidade média, enquanto a batata comum chega a 941 mg.

Outros alimentos ricos em potássio incluem molho de tomate (cerca de 728 mg por xícara), melancia (641 mg em duas fatias), espinafre congelado (540 mg por xícara), beterraba (518 mg por xícara) e feijão preto (739 mg por xícara).

Entre as opções também estão o atum enlatado, com cerca de 487 mg, o edamame, com 676 mg por xícara, e a abóbora, que pode oferecer aproximadamente 582 mg por porção. O iogurte natural também é uma boa escolha, com cerca de 573 mg.

Entre todos, o destaque fica para o feijão branco, considerado uma das maiores fontes do mineral. Uma xícara do alimento cozido pode fornecer cerca de 1.189 mg de potássio.






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8 alimentos que protegem o intestino e cabem no prato do dia a dia

  Consumo de ultraprocessados eleva em até 86% o risco de doenças inflamatórias intestinais; nutricionista elenca os alimentos mais acessíve...