domingo, 15 de fevereiro de 2026

Mau hálito pode indicar problemas de saúde além da higiene bucal

 


Especialistas alertam que baixa produção de saliva, alimentação ácida e acúmulo de placa bacteriana estão entre as causas mais comuns do problema, que pode afetar a autoconfiança e exigir cuidados que vão além da escovação diária.







O mau hálito vai muito além de um incômodo pontual. Além de afetar quem convive com o problema, a condição pode comprometer a autoconfiança e a vida social, alerta o dentista Scott Young, em entrevista à revista Women's Health. E engana-se quem acredita que a causa esteja apenas na escovação inadequada.

Segundo especialistas ouvidos pela publicação, o hálito desagradável pode ser um sinal de que algo não vai bem no organismo ou na rotina de cuidados com a saúde bucal.

Quando a saliva não dá conta do recado

Uma das causas mais comuns do mau hálito é o baixo fluxo de saliva. “A saliva funciona como o sistema de defesa da boca, ajudando a controlar os níveis de bactérias”, explica a dentista Michaela Tozzi. Quando a produção é insuficiente, as bactérias se multiplicam com mais facilidade, favorecendo o mau cheiro e aumentando o risco de cáries, gengivite e doença periodontal.

O problema pode estar associado ao uso de determinados medicamentos. Para minimizar os efeitos, a especialista recomenda aumentar a ingestão de água e utilizar pastas de dente ou géis específicos para boca seca, com cálcio ou flúor adicionados, sempre sob orientação profissional.

Alimentação ácida também pesa

Outro fator frequentemente ignorado é a dieta. “Uma alimentação rica em alimentos ácidos pode provocar refluxo gástrico, uma das principais causas do mau hálito”, alerta Tozzi. Os sinais costumam incluir azia, arrotos frequentes, náuseas e gosto amargo na boca.

A orientação, nesse caso, é observar os alimentos que desencadeiam os sintomas e reduzir gradualmente o consumo, em vez de manter hábitos que perpetuam o problema.

Higiene oral incompleta

Embora a má higiene bucal seja uma causa conhecida, o problema nem sempre está apenas na falta de escovação. A dentista explica que o acúmulo de placa bacteriana pode levar à formação de tártaro, o que intensifica o mau hálito.

Por isso, escovar os dentes não basta. É preciso adotar outras medidas preventivas para garantir uma limpeza eficaz da boca.

O papel essencial do fio dental

Para os dentistas, o fio dental é indispensável na remoção da placa bacteriana entre os dentes, região onde a escova não alcança e que costuma ser um foco de mau odor.

De acordo com especialistas da DECO Proteste, o fio dental deve ser usado antes da escovação, para potencializar o efeito protetor do creme dental. A recomendação é cortar entre 40 e 45 centímetros de fio, enrolar nas extremidades dos dedos médios e guiá-lo suavemente entre os dentes até a gengiva, formando um “C” ao redor de cada dente. O movimento deve ser delicado e repetido em todos os espaços, inclusive nos dentes posteriores.





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sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

A relação entre olhos e cérebro tem sido cada vez mais estudada. Os especialistas acreditam que avanços nessa área podem trazer novas estratégias para prevenir e tratar o Alzheimer e outras formas de demência.




SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 

 Um estudo publicado na revista Nature Communications no fim de Janeiro aponta que a presença da bactéria Chlamydia pneumoniae na retina pode estar associada à progressão do Alzheimer. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Cedars-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, e reforça a ligação entre infecção bacteriana e doenças neurodegenerativas.

Os pesquisadores analisaram tecidos de olho e cérebro de 104 pessoas após a morte e observaram níveis mais altos da bactéria em quem tinha Alzheimer. A Chlamydia pneumoniae, geralmente encontrada no sistema respiratório, já havia sido detectada em cérebros de pessoas com a doença, mas agora foi identificada em maior quantidade também na retina.

O estudo mostrou que a presença da bactéria está ligada a mais inflamação e morte de células nervosas, além de maior acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro. Esses fatores são conhecidos por contribuir para o avanço do Alzheimer, mas ainda não há comprovação de que a infecção seja a causa principal do problema.

Segundo Maya Koronyo-Hamaoui, neurocientista do Cedars-Sinai, o olho pode funcionar como um reflexo do cérebro. "O estudo mostra que a infecção bacteriana e a inflamação crônica na retina podem refletir a patologia cerebral e ajudar a prever o risco da doença, apoiando a ideia de exames oculares não invasivos para identificar pessoas em risco de Alzheimer", afirma.

Os testes em laboratório com neurônios e modelos animais também confirmaram que a infecção pela bactéria aumenta a inflamação e acelera a degeneração dos neurônios. Para Timothy Crother, biomédico do Cedars-Sinai, a descoberta abre caminho para novas formas de tratar o Alzheimer. "Essa descoberta levanta a possibilidade de tratar o eixo infecção-inflamação para combater o Alzheimer", diz.

LIMITAÇÕES E PRÓXIMOS PASSOS

Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que ainda não há prova definitiva de que a bactéria cause o Alzheimer. O estudo sugere que a Chlamydia pneumoniae pode agir como um fator que agrava a doença, e não como o gatilho principal. Mais pesquisas são necessárias para entender o papel exato da infecção no desenvolvimento do Alzheimer.

O próximo passo dos cientistas é investigar como a bactéria ativa processos inflamatórios e se é possível bloquear esse efeito. Os pesquisadores também querem avaliar se o exame da retina pode realmente ajudar a prever o risco de demência de forma prática e segura.

A relação entre olhos e cérebro tem sido cada vez mais estudada. Os especialistas acreditam que avanços nessa área podem trazer novas estratégias para prevenir e tratar o Alzheimer e outras formas de demência.






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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Alimentos que nunca deve guardar em recipientes de plástico

 


Especialistas em segurança alimentar alertam que certos alimentos podem favorecer a contaminação ou a migração de substâncias químicas quando armazenados em plástico; carnes cruas, itens gordurosos e sobras para reaquecer estão entre os principais riscos.










Guardar corretamente os alimentos é uma das formas mais eficazes de aumentar a durabilidade, evitar desperdícios e reduzir riscos à saúde. No dia a dia, os recipientes de plástico costumam ser a escolha mais prática para armazenar sobras e ingredientes. No entanto, nem todos os alimentos devem ser guardados nesse tipo de embalagem. Especialistas em segurança alimentar ouvidos pelo site Martha Stewart alertam que, em alguns casos, o plástico pode favorecer a contaminação ou a migração de substâncias químicas para a comida.

Veja cinco tipos de alimentos que não devem ser armazenados em recipientes plásticos.

Carne crua

Arranhões e fissuras comuns em recipientes de plástico podem acumular bactérias presentes na carne crua, favorecendo sua proliferação. Para reduzir o risco de contaminação, o ideal é armazenar esse tipo de alimento em recipientes de vidro, que são mais fáceis de higienizar.

Alimentos ricos em gordura

Comidas com alto teor de gordura não são indicadas para recipientes plásticos, já que muitos aditivos presentes nesse material são lipofílicos, ou seja, se dissolvem com mais facilidade em gordura do que em água. Isso aumenta o risco de substâncias químicas migrarem para os alimentos. Entram nessa lista azeite, manteiga, queijos, carnes, aves, peixes, nozes, pastas de oleaginosas, frituras, molhos cremosos e sobras de refeições.

Alimentos ácidos

Assim como os alimentos gordurosos, os ácidos também facilitam a migração química quando armazenados em plástico. Pratos à base de tomate, frutas cítricas, molhos para salada e alimentos fermentados, como iogurte e kimchi, devem ser guardados preferencialmente em recipientes de vidro.

Ração para animais de estimação

Manter ração por longos períodos em recipientes de plástico pode aumentar o risco de contaminação ou de exposição a substâncias tóxicas. A recomendação é optar por embalagens de vidro ou aço inoxidável, que preservam melhor a qualidade do alimento.

Sobras que serão reaquecidas

Para aquecer alimentos no micro-ondas, é importante utilizar recipientes próprios para esse fim. Embalagens plásticas descartáveis, como as fornecidas por alguns restaurantes, podem derreter ou liberar substâncias nocivas quando aquecidas, representando um risco à saúde.






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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O hábito esquecido que faz bem para a saúde emocional e do cérebro

 

Um hábito que vem sendo cada vez mais abandonado com o avanço da tecnologia merece voltar ao centro da atenção. Para estimular a saúde emocional e cerebral, basta resgatar uma prática simples e tradicional: a escrita.






Existem muitas maneiras de fortalecer a saúde do cérebro e o equilíbrio emocional, e a atividade física é uma delas. Desta vez, porém, o benefício vem sem esforço físico. Pelo contrário: quase não exige movimento.

Um hábito que vem sendo cada vez mais abandonado com o avanço da tecnologia merece voltar ao centro da atenção. Para estimular a saúde emocional e cerebral, basta resgatar uma prática simples e tradicional: a escrita.

Mas não qualquer escrita. Digitar no celular ou no computador não traz os mesmos efeitos. O que faz a diferença é o contato com o papel e a caneta. Ou, mais precisamente, os benefícios da escrita à mão.

Especialistas ouvidos pela Psychology Today destacam que os ganhos vão muito além da melhora da caligrafia. Escrever manualmente ativa processos cognitivos e emocionais que não são estimulados da mesma forma no meio digital.

Benefícios emocionais da escrita à mão

De acordo com psicólogos, escrever à mão, em vez de digitar, aprofunda o processamento das informações e contribui para a saúde emocional de diversas maneiras. A prática permite registrar experiências de forma mais pessoal e detalhada, ajuda a resgatar memórias e favorece a sensação de reviver momentos importantes. Também estimula a autenticidade e facilita a organização de pensamentos, reflexões e ideias.

Benefícios cerebrais da escrita à mão

Embora seja mais lenta do que a escrita digital, a prática diária da escrita manual pode ajudar a combater o declínio cognitivo. O hábito estimula a coordenação motora, ativa diferentes áreas do cérebro e contribui para a manutenção da destreza mental.

Especialistas afirmam ainda que a caligrafia regular pode melhorar a estrutura e o funcionamento do cérebro. Além disso, registrar experiências no papel facilita o resgate dessas memórias no futuro. Ao reler textos escritos à mão, o cérebro é estimulado a reativar lembranças, fortalecendo a memória.

Como retomar o hábito de escrever à mão

Algumas estratégias simples podem ajudar a trazer a escrita manual de volta ao dia a dia:

Fazer listas de compras no papel
Substituir o bloco de notas do celular por um caderno
Manter um diário
Praticar journaling regularmente
Usar uma agenda de papel

Se a escrita à mão estava ficando de lado, este pode ser um bom momento para resgatá-la  e também incentivar esse hábito entre as crianças. Além de ser uma habilidade fundamental, os benefícios para a saúde emocional e cerebral são evidentes.






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sábado, 10 de janeiro de 2026

 

Já pensou que a qualidade da sua vida pode estar a depender da qualidade da vida útil do seu telémovel? Conheça as três dicas que podem ter um impacto imediato na forma como se relaciona e lida com tudo o que o rodeia, nomeadamente a forma como interage com as tecnologias.





Receber o aviso de “bateria fraca” no meio do dia pode parecer um simples incômodo, mas para muitas pessoas esse alerta desperta frustração, ansiedade e até pânico. Segundo os especialistas Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, conhecidos como The Minimalists, essa reação pode indicar um tipo de dependência digital.

Para eles, o problema não é o uso do celular em si, mas a compulsão com que nos conectamos a ele. “Se o seu telefone está constantemente ‘prestes a morrer’, talvez não seja o aparelho que esteja com problemas”, afirmam.

Os autores defendem que o minimalismo, filosofia que busca eliminar excessos e valorizar o essencial, pode ser a chave para recuperar o equilíbrio e reduzir a influência da tecnologia sobre o bem-estar. Eles sugerem três práticas simples para começar:

1. Ative o modo avião


Nem sempre é necessário estar disponível o tempo todo. Ativar o modo avião em determinados momentos do dia ajuda o cérebro a descansar da sobrecarga de notificações. Caso precise estar acessível, reserve horários específicos para se reconectar.

2. Guarde o celular em uma gaveta


A ideia não precisa ser literal, mas manter o aparelho fora do alcance visual pode ajudar no “detox digital”. Quanto menos tentação de checar o celular, maior a concentração e a produtividade.

3. Faça algo que não envolva telas


Descubra atividades que estimulem o foco e o prazer fora do mundo digital — ler, caminhar, cozinhar ou iniciar um novo hobby. Isso ajuda a reconectar-se com o presente e a perceber que é possível viver bem sem depender das notificações.

Segundo os The Minimalists, abrir espaço na rotina para o silêncio e a desconexão é o primeiro passo para uma vida mais leve e intencional  e, curiosamente, com menos necessidade de recarregar a bateria.





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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Armazenamento inapropriado do vinagre pode trazer riscos à saúde

 

Especialista alerta que o produto alterado pode ocasionar infecções, intoxicações, vômitos, diarreia, febre e outros sintomas.





Armazenar o vinagre de forma inadequada pode representar riscos à saúde. Jéssica Felipe, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, adverte que um produto alterado pode causar infecções, intoxicações, vômitos, diarreia, febre, cólicas abdominais e outros sintomas. Embora o vinagre seja um componente importante na dieta dos brasileiros, poucos consideram os impactos negativos que o armazenamento impróprio pode acarretar para a saúde.

A palavra "vinagre" tem origem no francês "vinaigre", significando "vinho azedo", mas, na verdade, é resultado da transformação do álcool em ácido acético por bactérias acéticas. Jéssica destaca que o vinagre possui propriedades funcionais, como estimular a digestão e agir como antisséptico e condimento.

Você já parou para pensar qual seria o local ideal para armazenar o vinagre? Segundo a nutricionista, um armazenamento inadequado pode proporcionar condições favoráveis ao crescimento e multiplicação microbiana, podendo alterar desde as características organolépticas (odor, cor, textura e sabor) até a segurança para consumo. “Alguns microrganismos podem causar desde sintomas leves, como vômitos e diarreia, até complicações mais graves, como distúrbios neurológicos e infecções generalizadas ou até mesmo levar a óbito, dependendo do microrganismo, da quantidade e da intensidade de multiplicação no alimento”.

Os principais fatores que contribuem para a deterioração do vinagre quando armazenado de forma inadequada são o processo produtivo realizado de maneira inadequada, sem higiene e controle microbiológico, resultando em um produto contaminado desde sua fabricação até o armazenamento incorreto, favorecendo o desenvolvimento microbiológico.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), as principais alterações que podem ocorrer no vinagre são causadas por agentes como a Anguilula do vinagre (Anguillula aceti), um pequeno nematóide que se desenvolve principalmente em vinagres fracos, causando odores desagradáveis, mas não prejudiciais à saúde; a Mosquinha do vinagre (Drosophylla melanogaster), responsável pela transmissão de microrganismos infectantes; elementos químicos como ferro e cobre, que em concentrações elevadas causam escurecimento, turvação e sabor metálico; e diversos microrganismos, como bactérias, fungos e ácaros, que podem contaminar o vinagre, tornando-o impróprio para o consumo.

Jéssica destaca que, devido à fermentação das frutas pelas acetobactérias, o vinagre é naturalmente suscetível ao crescimento de bactérias e outros microrganismos. “O armazenamento inadequado, como deixá-lo destampado em locais úmidos, sujos e com vetores, favorece o crescimento microbiano, aumentando o risco de contaminação por patógenos”.

Sinais de armazenamento inadequado do vinagre incluem alterações nas características naturais do produto, como escurecimento da cor, aumento da acidez no sabor, odor diferente do habitual, textura mais viscosa e presença de turvação ou matéria gelatinosa na base da embalagem.

A Dra. recomenda que o vinagre seja armazenado em local arejado e fresco antes de ser aberto, longe da umidade e do calor. “Após aberto, deve ser mantido sob refrigeração e tampado. É essencial seguir as recomendações do fabricante contidas no rótulo e respeitar a data de validade do produto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) exige que o fabricante forneça instruções claras sobre armazenamento, conservação, data de fabricação e validade do produto”.

A professora alerta que negligenciar o armazenamento e a conservação do vinagre favorece a proliferação de microrganismos, alguns dos quais podem causar doenças ao organismo humano. "Muitos microrganismos patogênicos crescem em faixas de temperaturas entre 25ºC e 45ºC, a famosa temperatura ambiente. Portanto, é essencial evitar o armazenamento em locais úmidos e quentes. A contaminação por microrganismos patogênicos pode resultar em infecções, intoxicações e alterações em diversos órgãos e tecidos, colocando em risco até mesmo a vida. É fundamental seguir as recomendações contidas no rótulo para manter o alimento íntegro e apropriado para consumo, evitando qualquer dano à saúde."





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Mau hálito pode indicar problemas de saúde além da higiene bucal

  Especialistas alertam que baixa produção de saliva, alimentação ácida e acúmulo de placa bacteriana estão entre as causas mais comuns do p...