sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Ervas e especiarias que podem ajudar a diminuir a pressão alta

 

Inclua na sua alimentação.





A hipertensão, também chamada de pressão alta, é o fator de risco evitável mais comum para doenças cardíacas. Pode controlar a pressão alta com medicamentos, bem como mudanças na dieta e no estilo de vida. 
Algumas ervas e especiarias também podem ajudar a reduzir a pressão arterial, diz a Healhline:

1. Manjericão: O manjericão contém compostos, como o eugenol, que podem ajudar a reduzir a pressão arterial, de acordo com estudos feitos em animais. No entanto, mais pesquisas em humanos são necessárias.

2. Salsa:A salsa contém uma variedade de compostos, como vitamina C e carotenóides alimentares, que podem ajudar a reduzir a pressão arterial.

3. Alho:O alho contém compostos, como a alicina, que comprovadamente ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e o fluxo sanguíneo.

4. Canela: A canela parece ajudar a dilatar e relaxar os vasos sanguíneos, o que pode ajudar a reduzir a pressão arterial.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Covid-19: Afinal, devo usar luvas além de máscara?

 

Se você acha que usar luvas é mais seguro, leia a opinião desses médicos.




uso de luvas descartáveis parece ser uma tendência crescente entre os cidadãos que tentam se proteger do novo coronavírus. Contudo, será que a utilização deste acessório é realmente necessária para travar a pandemia?

Não, a maioria das pessoas não necessita de usar luvas em espaços públicos, conforme explica um artigo publicado no jornal San Francisco Chronicle.

Anne Liu, médica de doenças infecciosas e professora associada clínica na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, afirma que a probabilidade do uso de luvas evitar o contágio pelo novo corona vírus é "bastante menor do que ao usar máscara".

Por uma razão específica: se por um lado, alguns micróbios não conseguem sobreviver na pele humana; por outro lado, determinados germes prosperam e multiplicam-se nos materiais comumente utilizados no fabrico das luvas, comenta a especialista.

"A minha preocupação é que as pessoas quando usam luvas tenham uma falsa sensação de segurança, e se sintam mais relaxadas quanto às duas coisas principais que estão sendo encorajadas pelas autoridades de saúde atualmente: manter o distanciamento social e lavar as mãos", diz Liuao San Francisco Chronicle.

A médica conta que já viu indivíduos na rua de luvas esfregando a testa, tocando nos óculos, mexendo na carteira e em seguida tocando em superfícies partilhadas, e que assistiu ainda a outros comportamentos de risco que espalham ativamentegermes e derrotam o intuito inicial de usar o acessório.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Lavar os dentes com frequência protege contra coronavírus. Entenda.

 

Martin Addy, dentista e professor de estomatologia na Universidade de Bristol, no Reino Unido, afirma que lavar mais os dentes devia ser tão recomendado como lavar as mãos.








Desde manter o distanciamento social, a usar máscara ou higienizar as mãos regularmente, são várias as medidas que pode adotar para combater a infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

E agora, um especialista aponta que lavar os dentes mais vezes pode ser uma forma adicional de proteção contra o vírus.

Em declarações ao jornal britânico The Telegraph, o dentista e professor de estomatologia Martin Addy explicou: "a pasta de dentes contém os mesmos detergentes encontrados em sabonetes para lavar as mãos".

"A ação antimicrobiana da pasta de dentes na boca persiste por três a cinco horas e, como tal, pode reduzir a carga viral na saliva ou a infecção por vírus que entrem no corpo pela boca".

Addy recomenda que as pessoas lavem sempre os dentes antes de saírem de casa. E que o façam pelo menos duas vezes por dia, durante dois minutos.

Esta não é a primeira vez que o professor promove a ideia de lavar os dentes mais frequentemente de modo a diminuir o risco de Covid-19.

Num artigo prévio publicado noBritish Dental Journal, Addydeclarou estar surpreendido de que os dentistas em geral não estivessem a recomendar e reforçar a importânciada higiene oral como medida de de prevenção contra o novo coronavírus.

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sábado, 10 de outubro de 2020

Crianças entre 9 e 10 anos devem ser vacinadas contra HPV

 

Principal causador do câncer de colo do útero, o Papiloma Vírus Humano pode ser coibido com vacinação ainda na infância.


Neste ano de 2020, a Sociedade Americana do Câncer (ACS) atualizou as diretrizes para vacinação contra o HPV (sigla em inglês para Papiloma Vírus Humano) em crianças. A publicação vai ao encontro das diretrizes do Comitê Consultivo Federal sobre Práticas de Imunização dos Estados Unidos (Acip), que recomenda a vacinação entre nove e dez anos.

A grande vantagem da vacina é em relação a resposta imunológica. Você cria uma imunidade contra o vírus e impede o surgimento das lesões provocadas por ele. É se prevenir de uma doença que poderia acontecer”, explica o ginecologista e obstetra da Maternidade Brasília, Marcus Vinicius.De acordo com a Acip, o motivo de adiantar a vacinação é que, para este grupo, as doses são mais eficazes. A vantagem de antecipar é a resposta imunológica.

Para as mulheres, a vacina é essencial, pois a doença é uma das grandes causadoras do câncer no colo do útero. Entretanto, não é apenas elas quem devem ser imunizadas. Os homens também devem ser vacinados.“Não adianta se preocupar em proteger apenas as mulheres. Os homens também são vetores. A maioria deles nem sabem que tem o vírus porque o HPV é, na maioria das vezes, assintomático no homem”, explica o médico.Vacina contra o HPVNo Brasil, há dois tipos de vacinas:

HPV4: contém partículas semelhantes aos vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18 e é aplicada em mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos.HPV2: contém partículas semelhantes aos tipos 16 e 18 e pode ser aplicada em todas as mulheres com mais de 9 anos.As doses dependem da idade do início da vacinação.

Entenda:Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.Já a partir dos 15 anos, são necessárias três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose.Independentemente da idade, pessoas imunodeprimidas (que possuem HIV ou síndrome de down) necessitam receber as três doses.Como identificar?Caracterizado por verrugas na região genital, nem sempre o HPV é visto a olho nu. Às vezes é possível identificar por meio do exame papanicolau, para as mulheres. Já nos homens, pode ser identificado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular como os testes de captura híbrida e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).Exames de sangue também podem identificar a contaminação do Papiloma Vírus Humano.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Calor recorde pede mais atenção e cuidados com crianças, idosos e pets

 

Especialistas chamam atenção para a importância da hidratação e uso de protetor solar.




Diante do calor recorde que chegou em várias regiões do país, crianças e idosos exigem cuidados especiais, além dos animais domésticos. Especialistas chamam atenção para a importância da hidratação e a necessidade do protetor solar.

É importante, também, optar por alimentação mais leve. "Convém dar prioridade ao consumo de frutas que contêm muito líquido - como melão, melancia, laranja, abacaxi e mexerica. Outros alimentos que devem ser introduzidos na alimentação diária são folhas escuras como brócolis, alface, almeirão, rúcula e couve", indica a nutricionista Rosana Ferreira Lo Mustafa Assem, que trabalha na Clínica Corpus Nutri.

Rosana tem outras dicas. "Legumes que têm muito líquido, como chuchu, abobrinha e vagem. E prioridade a peixes, frango e ovos na alimentação. Evitar alimentos ricos em sal e açúcar que inibem a hidratação, além de processados, enlatados, alimentos gordurosos, refrigerantes e bebidas alcoólicas."

Para evitar a desidratação, ela sugere o consumo de dois litros de água diariamente. "Para quem tem dificuldade de tomar água pura, uma dica é preparar água saborizada. Para isso, adicione semente de maracujá, cubos de abacaxi ou folhas de hortelã em um litro e meio de água na noite anterior ao dia do consumo. Para as crianças, podem ser oferecidos geladinhos feitos com frutas naturais, assim como gelatina sem sabor com suco natural."

Para manter a hidratação da Maria Clara, de 1 ano, a mãe Simone Franco, de 34, dá muito líquido nos dias mais quentes. "Muita água e suco natural também, e a deixo com roupas mais leves e fresquinhas. Também improviso uma banheira para ela fechando o ralo do chão do banheiro para ela brincar na água." As roupas devem ser mais leves, preferencialmente de algodão.

"Além de mais líquido, é bom dar banho com água morna e reforçar o uso do protetor solar, que deve ser aplicado 15 minutos antes de tomar sol, mesmo no quintal ou varanda da casa", aconselha Luciana Samorano, dermatologista que integra a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e trabalha no Hospital das Clínicas (HC).

Outro recurso importante é o ar-condicionado, mas seu uso exige cuidado, além de limpeza e manutenção. "É importante não deixar a umidade do ar ficar abaixo de 40%, situação comum quando chove. Uma dica é usar simultaneamente umidificadores de ar ou colocar bacias e tigelas com água nos quartos, espalhá-las pela casa.

Também se pode distribuir toalhas molhadas, em casas onde não haja ar-condicionado para refrescar o ambiente domiciliar em dias mais secos, quando a umidade do ar está baixa", orientou o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Incor.

Idosos

O pneumologista adverte que temperaturas elevadas são prejudiciais principalmente para idosos. "Eles sofrem maior risco de desidratação, já que a percepção que têm de sede é menor. Uma dica é verificar se a língua do idoso está ressecada e se a urina está com tonalidade escura. Quem tem restrição hídrica, principalmente por causa de doenças renais ou cardíacas, precisa ter cautela e acompanhamento médico."

O especialista também recomenda que os cuidados com hidratação sejam reforçados durante a prática de exercícios físicos, com redução da intensidade em dias de muito calor, mesmo dentro de casa. Com aumento da presença de pólen em plantas e árvores na primavera, também é importante fazer a limpeza do nariz com soro fisiológico várias vezes ao dia para manter narinas hidratadas.

Algumas dicas também são úteis para os animais. Entre elas, trocar com frequência a água de beber do animal de estimação, oferecer um espaço na sombra para descansar e evitar passeios por volta de meio-dia", destaca o pneumologista.

A veterinária da Clínica Confiança Verônica Souza alerta que algumas raças de cães sofrem mais com o calor. "Cachorros braquicefálicos, que têm focinho curto, como pug e shih tzu, peludos como chow-chow, spitz e husky siberiano, e animais idosos são os que mais sofrem com os dias quentes." Uma ideia prática e simples que ela sugere é colocar um bacia em um canto e deixar que o animal se refresque - "molhando as patas e o focinho", destacou Verônica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Estudo: Cirurgia bariátrica pode afetar qualidade dos espermatozoides

 

Embora os resultados tenham avaliado os pacientes apenas em um intervalo de seis meses, eles acendem o sinal amarelo para quem vai se submeter ao procedimento e que tem planos de ser pai.




sÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A qualidade dos espermatozoides, as células reprodutivas masculinas, pode cair drasticamente após a realização de cirurgia bariátrica, sugere um novo estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Obesity Surgery.

Embora os resultados tenham avaliado os pacientes apenas em um intervalo considerado curto, de seis meses, eles acendem o sinal amarelo para quem vai se submeter ao procedimento e que tem planos de ser pai.

A ideia da pesquisa, que embasou o doutorado de Guilherme Wood, urologista e especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, veio da observação de que, apesar da melhora evidente de muitos parâmetros de saúde dos pacientes, que chegavam a perder 70 kg, o impacto da bariátrica na fertilidade parecia ser muito ruim.O estudo foi feito em duas etapas.

Na primeira, houve a comparação de parâmetros ligados à fertilidade entre voluntários obesos (42) e saudáveis (32). Até aí, sem grande novidades: os pacientes obesos tinham menor produção de testosterona e maiores níveis de estradiol (combinação inclusive ligada à disfunção erétil), além de pior qualidade do esperma, com menor volume ejaculado, menos espermatozoides e células menos móveis, ou seja, menos capazes de perseguir o destino rumo ao óvulo para fecundá-lo.

A novidade veio na sequência, com o acompanhamento de 18 pacientes antes e depois da cirurgia e dos outros 14 que não foram operados.

Os operados, apesar de mais magros, menos hipertensos e com redução no consumo de álcool, e maior produção de testosterona e outros hormônios ligados à fertilidade, apresentaram menores níveis de produção de espermatozoides.

O total de espermatozoides ejaculados despencou 86%, de uma média de 122,8 milhões para 17 milhões.

Uma possível explicação para esse pior desempenho na produção de espermatozoides é a falta de nutrientes nos testículos (responsáveis pela produção dessa células) devido à modificação do trajeto da comida no trato gastrintestinal.

"O obeso que está perdendo 20 kg, 30 kg no mês está vivendo um período de desnutrição, e a produção de esparmatozoides pode ser sensível a isso", diz Wood.

A intervenção cirúrgica pela qual passaram os pacientes é conhecida como bypass gástrico, na qual o bolo alimentar deixa de percorrer por uma grande extensão do intestino delgado, sendo despejado já no íleo, porção que se une ao intestino grosso.

Esse menor contato da comida com o intestino é um dos motivos do emagrecimento e da alterações metabólicas que ajudam a controlar o diabetes, por exemplo.

Outra hipótese levantada pelos autores do estudo é a de que alterações hormonais e do metabolismo poderiam estar na raiz das mudanças observadas.

A melhora na integridade do DNA desses pacientes poderia ser explicada por uma conjuntura térmica –com menos massa gorda na região que envolve a bolsa escrotal (e os testículos, por conseguinte), a temperatura da região poderia ter baixado, o que tem efeito positivo na produção dessas células germinativas.

"Nossa recomendação é que o aconselhamento sobre infertilidade com um urologista seja obrigatório para quem vai passar por cirurgia bariátrica e que tenha intenção de reproduzir, a fim de discutir procedimentos para a preservação da fertilidade, como o congelamento de esperma", escrevem os autores.

Para Paula Intasqui Lopes, pesquisadora da Unifesp especializada em fertilidade masculina e que não participou do estudo, o tema ainda é controverso.

"São necessários estudos com um acompanhamento mais longo -de mais de um ano, por exemplo- para que possamos saber se o testículo é capaz de se adaptar a essa nova situação e, assim, voltar a trabalhar normalmente, ou se o efeito observado é permanente. Talvez ainda seja cedo para falarmos de preservação da fertilidade dos homens que serão submetidos à cirurgia bariátrica", diz.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O impacto da pandemia nos casais: Três psicólogos explicam tudo

 

"Os casais que já tinham problemas continuaram a tê-los ou pioraram a sua situação", diz a psicóloga Filipa Machado.




Quando a pandemia da Covid-19 chegou e todos tivemos de ficar confinados às nossas casas, muito se especulou acerca do futuro dos casais que partilham as mesmas quatro paredes. Como tal o site de encontros Felizes.pt procurou entender qual o impacto dessa situação na vida destes indivíduos, durante uma fase em que não existiam distrações. 
Será que foram tempos marcados somente por desafios ou será que os relacionamentos também se beneficiaram da proximidade súbita?

O Felizes.pt conversou com quem viu e continua a ver de perto os efeitos da pandemia na saúde mental: o psicólogo clínico e terapeuta familiar e de casal, Tiago Sá Balão, a professora e doutora Filipa Machado Vaz, e a psicóloga Sofia Costa Pais.

E a verdade é que todos eles sublinharam a mesma ideia: não existem receitas universais para ultrapassar os problemas, porque cada casal é único.

Procura por apoio psicológico aumentou, principalmente pelas mulheres

Filipa Machado Vaz liderou o projeto acalma.online, promovido pela Casa do Impacto, criado com o intuito de facultar apoio psicológico gratuito e de forma virtual durante o período de isolamento. A profissional refere que a procura de consultas da especialidade aumentou de forma geral mas, sobretudo, em formato online. Segundo ela foram mais de duas mil sessões realizadas pela ação entre abril e julho.

A psicóloga Sofia Costa Pais confirma este crescimento: “foram as mulheres que mais buscaram apoio psicológico pois o burnout parental ainda é muito sentido por elas, através do acumular de papéis sociais enquanto mães, profissionais, mulheres, e, algumas vezes, mães dos maridos".

O fato é que segundo a psicóloga, apesar da maioria dos homens tentar cada vez mais ajudar em casa, as expectativas da sociedade para com a mulher mantêm-se elevadas e irrealista, exigindo-lhes mais de si na vida doméstica e com os filhos. 

Tiago Sá Balão afirma: "somos seres que procuram estabilidade e, por isso, sempre que existem mudanças, estas geram impacto, quer no indivíduo, quer no casal.” E acrescenta que “ a mudança de rotinas requer uma adaptação de ambas as partes e é essa adaptação que nem sempre é fácil". 

Mas porque é que a pandemia fragilizou os casais?

Com o mundo em suspenso, não nos restou alternativa senão olhar para dentro, enfrentar os nossos próprios problemas e encará-los de frente.

"Os casais que já tinham problemas continuaram a tê-los ou pioraram a sua situação. Se a base já se encontrava fragilizada ou instável por problemas individuais ou no próprio casal, como tendências depressivas, as bases desmoronam. Os casais que já eram flexíveis e tinham melhor entendimento foram menos afetados", conta Filipa. 

Como ultrapassar a imperfeição do outro?

Tolerância é a palavra de ordem. As diferenças dos parceiros têm de ser aceites e sim - toleradas. 

Balão aconselha os casais a serem altruístas, resilientes, proativos e perseverantes. Tudo faz parte de um plano de estratégias que os casais foram aconselhados a aplicar, de acordo com um diagnóstico individual e a situação específica de cada casal.

Filipa explica que estas são apelidadas de estratégias de regulação emocional. Estas estratégias devem "valorizar a partilha emocional de cada um; certificar que as necessidades de ambos são tidas em consideração; que os problemas devem ser resolvidos em conjunto e não por imposição de uma das partes. O foco deve estar em cuidar da relação e não do próprio". 

Sofia acredita que este é o momento ideal para os casais se reinventarem e adotarem estratégias para lidar com novas rotinas de isolamento. “Por exemplo, alguns pais estipularam períodos de tempo em que um mantinha-se focado no teletrabalho enquanto o outro prestava auxílio aos filhos e depois trocavam. Dedicaram tempo para estarem um com o outro enquanto casal e tempo para estarem sozinhos".

O lado positivo do confinamento

Passar tempo juntos como não passavam há muito, este é o principal ponto positivo que os três psicólogos notaram nos indivíduos. Muitos pais ficaram contentes por passar mais tempo com os filhos, assistirem às suas aulas e brincarem mais com eles

Ocorrem ainda melhorias significativas em várias relações em que as pessoas ao passarem mais tempo no mesmo espaço acabaram por se redescobrirem enquanto casal. Reavivaram inclusive paixões antigas como cozinhar, escrever ou fazer trabalhos manuais, e descobriram novos conjuntos de competências.

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