domingo, 21 de junho de 2026

4 regras de sono que o ajudam a envelhecer melhor, alerta neurologista

 


Dormir bem pode ajudar a viver mais e melhor, mas não basta passar muitas horas na cama. Um neurocientista revelou os hábitos de sono que mais contribuem para um envelhecimento saudável e explica porque a regularidade pode ser tão importante quanto a duração do descanso.








Muito provavelmente você já ouviu que uma boa noite de sono é fundamental para um envelhecimento saudável e uma maior longevidade. Dormir pelo menos sete horas por noite ajuda a viver mais e pode até reduzir o risco de demência.

Em entrevista ao HuffPost UK, o neurocientista Matthew Walker destacou: “O sono está associado a um envelhecimento mais saudável, e a biologia nos dá bons motivos para isso, mas desconfie de quem vende o sono como uma solução milagrosa para a longevidade”.

Assim, há outros aspectos importantes a serem considerados.

1. Consistência é fundamental

Algumas pesquisas descobriram que a regularidade do sono — neste caso, ir para a cama sempre no mesmo horário (sempre que possível) — é um indicador de longevidade ainda mais importante do que o total de horas dormidas.

“A regularidade dos horários de sono tem se mostrado um poderoso indicador de saúde a longo prazo. Em algumas análises, é até mais forte do que o total de horas dormidas”, afirmou Walker.

2. Procure dormir de sete a nove horas por noite

A maioria dos adultos precisa de pelo menos sete horas de sono por noite. Alguns estudos indicam que esse é o intervalo ideal para adultos de meia-idade e idosos, embora isso varie de pessoa para pessoa.

“Dormir pouco de forma crônica está associado a doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos e comprometimento da função imunológica”, explica o neurocientista.

3. Proteja o sono profundo, especialmente com o avanço da idade

O sono profundo deve representar cerca de um quarto do sono total e é essencial para o descanso adequado.

“O sono profundo não-REM é quando o cérebro realiza grande parte de suas funções vitais durante a noite, e também é a fase que mais se deteriora com a idade”, acrescentou.

Algumas condições ajudam a melhorar o sono profundo, como manter o quarto fresco, evitar consumo de álcool à noite e se expor à luz natural logo pela manhã.

4. Se ronca e tem pausas na respiração, fique atento

“Não posso enfatizar isso o suficiente. Pode ser o conselho mais importante desta lista”, disse Walker.

“A apneia do sono não tratada é um fator real de risco cardiovascular e cognitivo a longo prazo, além de ser comum e subdiagnosticada”, afirma o especialista.

“Se esse for o seu caso ou o do seu parceiro — ou seja, se houver ronco alto e pausas na respiração — procure um médico. Este é o único item da lista que realmente justifica uma consulta”, concluiu.




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terça-feira, 2 de junho de 2026

Feridas persistentes na boca podem indicar câncer bucal

 


Associação médica reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção para aumentar chances de cura e reduzir sequelas.







Feridas que não cicatrizam, dificuldade para engolir e sensação de algo preso na garganta podem parecer sintomas simples do dia a dia, mas também podem ser sintomas do câncer bucal, doença que na maioria das vezes é diagnosticada já em estágio avançado. E no Dia Nacional de Combate ao Câncer Bucal, celebrado em 31 de maio, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 15 mil novos casos desse tipo de câncer por ano, sendo a maior incidência entre homens acima dos 40 anos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 530 mil novos casos da doença sejam diagnosticados anualmente em todo o mundo.

O Dr. Augusto Abrahao, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, membro da ABORL-CCF, explica que o câncer bucal, também conhecido como câncer de boca, afeta regiões como lábios, língua, gengiva, céu da boca, bochechas e cavidade oral e, em muitos casos, os primeiros sinais surgem de forma silenciosa e acabam ignorados pelos pacientes. “Esse câncer pode começar com pequenas alterações, como manchas esbranquiçadas na mucosa oral e aftas que não cicatrizam. O fato é que quanto mais precoce o diagnóstico, maior é chance de cura e menores os impactos na qualidade de vida”, comenta, ao revelar que muitos pacientes só procuram ajuda quando começam a sentir dor intensa ou dificuldade importante para falar e engolir. “O ideal é investigar qualquer alteração persistente na boca ou garganta o quanto antes.”

Principais causas


O especialista afirma que o tabagismo; o consumo em excesso de bebidas alcoólicas; a infecção pelo HPV; a exposição solar sem proteção nos lábios; a má higiene bucal; a alimentação pobre em frutas e vegetais e o histórico familiar estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal. “O cigarro e o álcool continuam sendo os principais fatores de risco, principalmente quando associados. Além disso, a infecção pelo HPV tem aumentado a incidência de tumores na região”, relata, ao comentar que grande parte dos casos pode ser evitada com simples mudanças de hábitos e cuidados preventivos, como, além de não fumar e beber em excesso, vacinar-se contra o HPV; manter uma alimentação equilibrada e utilizar protetor labial com filtro solar. “Sem dúvida a prevenção é a melhor estratégia. Consultas regulares ao dentista e ao otorrinolaringologista ajudam na identificação precoce de lesões suspeitas, aumentando significativamente as chances de cura.”

Tratamento


De acordo com o Dr. Abrahao, o tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapias combinadas. Ele ressalta que o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para a redução de mortes e sequelas provocadas pelo câncer bucal. “Ao perceber qualquer alteração persistente na boca ou na garganta, deve-se procurar um médico imediatamente, pois o diagnóstico precoce permite um tratamento com índice de sucesso muito maior e com menos sequelas ao paciente”, atesta.






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