quarta-feira, 17 de abril de 2019

Médicos criam spray nasal contra gripe, meningite e pneumonia

O professor Robert Read da Universidade Hospital Southampton, no Reino Unido, afirma “que as novas gotas podem ser uma forma tremendamente eficaz de proteger o organismo contra várias doenças contraídas através das vias nasais”.

Uma equipe de médicos britânicos desenvolveu em laboratório um tipo único e revolucionário de gotas para o nariz capazes de protegerem contra a gripe.

Apenas algumas gotas em cada narina têm o potencial de prevenir a infecção por doenças como a meningite, pneumonia e otite.

Neste momento os pesquisadores estão já realizando testes num grupo de voluntários humanos, e espera-se a realização de experiências posteriores ainda neste ano de 2019 e no próximo.

Até ao momento foi validade a capacidade do spray nasal de prevenir todas as patologias citadas. O professor Robert Read alterou geneticamente um tipo de bactéria ‘amigável’ de forma a ser ingerida pelo nariz e pela garganta. Modificando as bactérias de várias formas altera por sua vez o tipo de infecções que conseguem combater.

Revolução

O novo tratamento tem como objetivo prevenir que a bactéria consiga entrar na corrente sanguínea. As vacinas atuais contra a gripe não são sempre eficazes já que a estirpe do vírus pode não ser idêntico ao que foi incluído na vacina original.

Já o novo spray nasal promete proteger contra todas as estirpes possíveis desse vírus. Os cientistas estimam que as gotas terão que ser administradas sempre entre seis a 18 meses de modo a garantir que as bactérias continuem a proteger o organismo.

O professor Read afirma: "Estas gotas podem realmente ser uma forma eficaz de proteger contra inúmeras doenças que podem ser contraídas através da respiração”.

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sábado, 30 de março de 2019

No Outono, cuidado com as doenças típicas da estação

O Verão acabou, mas os cuidados com a saúde não devem ser esquecidos no Outono. O tempo mais frio, geralmente acompanhado de baixa umidade do ar, favorece o aumento de doenças, alergias respiratórias e de pele, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas.

De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, é muito comum nessa época que as pessoas confundam gripes com resfriados. Apesar de ambas apresentarem sintomas semelhantes, são provocados por vírus distintos e devem receber o diagnóstico e tratamentos adequados.

“O resfriado tem sintomas mais leves, como coriza e leves dores no corpo. O vírus do resfriado permanece no organismo por no máximo três dias. Já a gripe exige mais atenção, pois ela aparece de maneira mais agressiva e prolongada, manifestando-se por febre, fortes dores no corpo, tosse seca e falta de ar. Neste caso, o ideal é procurar ajuda médica”, esclarece.

A prevenção contra as doenças respiratórias, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), asma e pneumonia é fundamental durante todo o ano e deve ser redobrada nesse período. A rinite alérgica, por exemplo, pode ser agravada em razão da falta de umidade no ar.

Em todos os casos, podem ser tomados cuidados simples, mas eficazes com a saúde, como aumentar a ingestão de líquido, fazer inalação e lavar o nariz com soro fisiológico.

“O tempo seco causa ressecamento das vias aéreas e viabiliza a proliferação de vírus e agravamento de doenças e alergias respiratórias, como asma, que pode ser tanto crônica como alérgica. A ingestão de água e permanência em locais ventilados são ótimas maneiras de prevenção”, explica o pneumologista Fábio Muchão. As informações são do portal do Governo de São Paulo.

Confira abaixo dicas para evitar agravamento de doenças respiratórias:

* Evite locais (ambientes) totalmente fechados;

* Cubra a boca com um lenço quando for espirrar;

* Beba muita água, pelo menos 2 litros por dia;

* Mantenha a sua carteira de vacinação em dia;

Lave o nariz e faça inalação com soro fisiológico.

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domingo, 17 de março de 2019

Conheça cinco práticas saudáveis para dormir melhor

Uma parcela significativa dos brasileiros sofre com problemas para dormir. A Associação Brasileira do Sono (ABS) estima que 73 milhões de pessoas têm insônia no País – número quatro vezes maior que a população do Chile. Ter um bom sono é considerado tão importante para a nossa saúde que existe uma data para reforçar as informações sobre essa atividade: o “Dia Mundial do Sono”, que neste ano é celebrado em 15 de março.

Dormir bem é essencial e deveria ser natural. Porém, estamos vivendo a era da poluição mental maciça com grande repercussão sobre todo o nosso corpo. As alterações do sono mexem com o ciclo de produção de hormônios importantes para a manutenção do estado de saúde. Diminuição da imunidade, distúrbios do humor, problemas cardiovasculares e endócrinos estão associados à insônia crônica”, explica Fabrício Dias, consultor da Weleda e médico da família especializado em Medicina Antroposófica.

Segundo os princípios da Medicina Antroposófica, para uma pessoa ter um sono noturno reparador é preciso que ela esteja bem acordada e atenta durante o dia. “Com uma atenção difusa e semiconsciente, conservamos um estado de semi-sonolência à noite. Mantemos na tela mental pensamentos acelerados sem necessariamente um foco importante. Seria essa a causa da insônia”, avalia Dias. Para minimizar o problema, a Weleda, empresa suíça de cosméticos orgânicos e medicamentos de origem natural, listou abaixo cinco dicas que podem contribuir para uma melhor qualidade do sono:

1. Esteja bem acordado e presente

Na avaliação do Dr. Fabrício Dias, o ideal é acordar, tomar o café da manhã e começar o dia com foco e atenção plena no momento presente. “Os pensamentos devem ser controlados pela consciência e não “galopar” livremente na nossa mente. Temos de evitar viver automaticamente como um sonâmbulo”, comenta o médico.

2. Atenção às telas

A segunda recomendação do médico é afastar-se de informações desnecessárias, principalmente quando o horário de dormir se aproxima. “As telas facilmente acessíveis aos olhos alteram a produção de melatonina, que é o hormônio do sono. O ideal é trocar a tela brilhante que nos acorda e agita a mente por uma leitura calma”, diz.

3. Mexa-se sempre

A prática regular de exercícios físicos é também benéfica para o sono, assim como para o pensamento acelerado e para a diminuição dos hormônios causadores do estresse. “A atividade física contrapõe o estado de alerta do estresse com melhoria das funções de vários órgãos”, explica Dias.

4. Coma de forma saudável

Sabemos que o excesso de gordura, sal e açúcares pode alterar a qualidade do sono, bem como substâncias estimulantes, a exemplo da cafeína”, afirma o médico antroposófico. Por isso, uma alimentação balanceada com fibras naturais, verduras cruas e frutas em quantidades adequadas é essencial para uma boa saúde e noite de sono.

5. Pratique a higiene do sono e medite

Segundo Fabrício Dias, o ritmo é fundamental para a qualidade de vida. “Um desacelerar no entardecer com menos luz, barulhos e atividades estimulantes do pensamento ajuda bastante a ter um sono reparador. Paralelamente, as práticas meditativas são a grande joia do mundo moderno para mudar o constante raciocínio acelerado que causa insônia em tantas pessoas”, finaliza o especialista.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Hormônio do crescimento atua para evitar perda de peso, diz pesquisa

Há décadas, a ciência busca descobrir por que é tão difícil manter o peso atingido após sacrifícios de uma dieta bem-sucedida e por que é tão fácil recuperar o peso perdido. Uma pesquisa, que contou com a participação de brasileiros, encontrou uma resposta. O hormônio do crescimento GH (do inglês growth hormone), que é responsável pelo desenvolvimento ósseo e aumento da estatura, também atua diretamente para evitar a perda de peso. Quando uma pessoa tem restrição alimentar, o corpo entra em uma espécie de “modo econômico” e começa a guardar energia, além de aumentar a fome.

“A gente se deparou com uma função completamente nova desse hormônio. Durante uma condição em que você não come o suficiente, está fazendo dieta, esse hormônio é secretado. Isso a gente já sabia, mas o que a gente descobriu é que ele acaba agindo sobre neurônios que estimulam a fome e, provavelmente, não só estimulam a fome, como também são capazes de regular o nosso metabolismo energético”, explicou José Donato Junior, professor no Instituto de Ciência Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo.

Já era conhecido que o GH está ligado ao desenvolvimento ósseo e ao aumento de estatura e é encontrado em grande quantidade nos músculos, no fígado, em tecidos e órgãos diretamente envolvidos no metabolismo de crescimento. Com este estudo, descobriu-se que o cérebro também está repleto de receptores desse hormônio. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Nature Communications.

Antes, acreditava-se que a leptina fosse o principal hormônio a entrar em ação para conservar energia em casos de limitação alimentar. Quando há perda de peso, caem os níveis de leptina em circulação na corrente sanguínea. A leptina é um hormônio produzido pelas células do corpo que armazenam gordura. “Quando começa a perder gordura, os níveis de leptina caem muito e o cérebro sente essa queda e ativa os mecanismos de fome e economia de energia”, explicou Donato.

Segundo o pesquisador, há cerca de 15 anos foram tentados experimentos de administração de leptina para quem estava em processo de emagrecimento para observar se havia melhora na manutenção da perda de peso. “Esses experimentos foram muito influentes na época, mas infelizmente deram resultados bastante negativos. Ficou uma pulga atrás da orelha. Como que o hormônio que regula o metabolismo, quando perde peso, não se consegue emagrecer”, disse. A descoberta mais recente revela que há um a forma redundante de o organismo para evitar essa perda.

Donato explicou que essa retenção de energia pode ser vista como algo positivo do ponto de vista da evolução da espécie, pois, se o corpo entende que há restrição de comida, ele é capaz de gastar menos energia e dá mais sobrevida àquele organismo. Esse mecanismo, no entanto, atrapalha os sucessos das dietas alimentares. “Toda vez que o indivíduo engorda e tenta emagrecer, a ação desses hormônios [HG e leptina] atrapalham o emagrecimento porque ligam esse modo econômico. Ele começa animado na dieta, mas perder peso vai ficando cada vez mais difícil”.

A descoberta de uma ação redundante do organismo para evitar a perda de peso por meio do HG e da leptina aponta para uma possível administração combinada dos dois hormônios. Para isso, no entanto, são necessários testes clínicos. “Infelizmente, a gente ainda não dispõe desse tipo de remédio. Nós testamos uma droga no nosso estudo. Essa droga conseguiu realmente aumentar o gasto de energia durante a privação alimentar, mas a gente não avaliou efeitos colaterais. A gente já prevê que ela poderia ter efeitos colaterais porque bloqueava o hormônio do crescimento no corpo todo”, ponderou.

Para o professor, os estudos apontam para o avanço para algum tipo de tratamento que contorne esse “modo econômico” do corpo. “Do ponto de vista evolutivo, toda vez que a gente tenta perder peso isso liga uma sirene de alerta como se fosse um perigo. Se a gente conseguisse impedir que isso ligasse, nós certamente conseguiríamos fazer uma dieta com muito mais facilidade, sem sentir tanta fome e gastando mais energia e óbvio para perder peso, ou você gasta energia ou come menos. Se gasta mais energia, claro que isso facilita muito o processo”, disse.

O trabalho faz parte do projeto temático “Ação do hormônio do crescimento no sistema nervoso: relevância para as funções neurais e na doença” e que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Além dos pesquisadores do Instituto de Ciência Biomédicas (ICB), participam estudiosos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, e da Ohio University, nos Estados Unidos. Com informações da Agência Brasil.

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Carnaval e prevenção: médicos alertam para aumento de sífilis e HIV

carnaval é festa, alegria e diversão garantida. Em todo o País, as pessoas costumam aproveitar os dias de folia para sair com os amigos, os crushes e, por vezes, fazer novos 'contatinhos'. Tudo isso é bom e fica ainda melhor se, numa relação mais íntima, houver consciência e prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

O alerta vale para a vida inteira, mas é nesse período do ano que as campanhas de prevenção se intensificam e os médicos reforçam a necessidade dos preservativos.

"A incidência [de casos] está mudando, porque há uma mudança de comportamento da sociedade", aponta o urologista Mauricio Rubinstein, doutor em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico e membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, afirma que "a população em geral acaba 'relaxando' quanto à prevenção", o que faz aumentar a incidência de doenças que anteriormente tinham números estáveis, como a sífilis.

Torres Filho afirma que o número de exames laboratoriais para detecção de ISTs aumenta um pouco depois do carnaval, uma vez que elas se desenvolvem de sete a 15 dias após o contato. Isso seria um indício de que as infecções podem se espalhar mais facilmente nessa época festiva.

Sífilis e HIV

Os dois especialistas destacam o aumento de casos de sífilis nos últimos anos, doença curável, causada por uma bactéria e transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

Dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2018, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que a taxa de detecção de sífilis adquirida passou de 14,4 casos em 2012 para 58,1 em 2017 por 100 mil habitantes. Desde 2010 até junho de 2018 foram notificados 479.730 casos da doença.

"É uma doença que estava estável, é completamente prevenível e tratável, não teria motivo para aumentar. Isso é devido a pessoas que não se protegem", justifica o diretor médico.

A infecção pelo vírus HIV e casos de aids também aumentaram nos últimos anos, aponta outro boletim epidemiológico. De 2007 até junho de 2018, foram notificados 247.795 casos de infecção. O documento aponta que, entre os homens, observou-se um incremento na taxa de detecção na faixa de 15 a 19 anos, passando de três para sete casos, por 100 mil habitantes, entre 2007 e 2017. A maior taxa em 2017 foi de 50,9 casos entre eles, na faixa de 25 a 29 anos.

Rubinstein afirma que o aumento dessas doenças é observado tanto no sistema público quanto privado de saúde. "Não são doenças ligadas à questão socioeconômica, mas comportamental. E a geração mais jovem está entrando em atividade sexual encarando [as doenças] de forma diferente", diz o urologista.

Segundo ele, o fato de as ISTs terem tratamento faz com que as pessoas acreditem que, se forem infectadas, basta tratar, não sendo necessário o uso de preservativo. Além da sífilis, Rubinstein observa em consultório um aumento no número de pacientes com HPV e gonorreia nos últimos cinco anos.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

5 alimentos que comprovadamente fazer mal à saúde

De baixo custo e fácil acesso, os produtos ultraprocessados são consumidos por muitos brasileiros mesmo a ciência já tendo provado as consequências negativas para a saúde, como o favorecimento de doenças do coração, vários tipos de câncer, obesidade e outras doenças crônicas.

O Relatório da Organização Mundial da Saúde “Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, efeito na obesidade e implicações para políticas públicas” destaca que os ultraprocessados são a provável principal causa alimentar para o aumento de peso e de doenças crônicas em diferentes regiões do mundo. E isso é cada vez mais reconhecido por pesquisadores em nutrição e saúde pública.

Os males provocados pelos ultraprocessados também são conhecidos dos especialistas em tecnologia de alimentos e executivos da indústria – embora a publicidade insista em veicular informações incorretas ou incompletas sobre esses produtos, atingindo sobretudo crianças e jovens. Com baixa qualidade nutricional, mas equivocadamente vistos como sendo saudáveis, são normalmente muito saborosos, por isso podem ser consumidos em excesso e causar dependência.

“A ideia que a publicidade passa de serem produtos mais práticos e saudáveis influencia bastante na escolha do público. Sem as informações corretas, muitas pessoas acreditam que estão comendo produtos de qualidade, que podem fazer bem”, afirma a nutricionista Lívia Bacharini Lima. “Devemos conscientizar a população sobre os riscos de uma alimentação não saudável, o que inclui diminuir e evitar os ultraprocessados”, salienta.

5 alimentos que fazem mal à saúde

Para ajudá-lo a assimilar de vez os malefícios dos ultraprocessados, o Saúde Brasil reuniu cinco alimentos que trazem em sua formulação aditivos como conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, além do excesso de ingredientes como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio. Conheça os males e consequências negativas para a saúde associados ao consumo excessivo de:

Salgadinhos de pacote

Salgadinhos de pacote geralmente são ricos em gorduras do tipo vegetal hidrogenada (gordura trans). Embora seja feita a partir de óleos vegetais, a gordura trans é tão ou mais prejudicial à saúde que as gorduras saturadas. Também contém muito sódio, o que os torna mais palatáveis e atrativos. Entretanto, seu consumo habitual e contínuo traz riscos para a saúde, favorecendo a incidência de doenças do coração e obesidade.

Bolacha recheada

Bolachas doces ou recheadas são ricas em açúcar simples. O açúcar é utilizado para adoçar e preservar alimentos e bebidas industrializados (processados e ultraprocessados), mas não é necessário ao organismo humano, pois a energia que fornece pode ser facilmente adquirida pelos grupos de alimentos fonte de carboidratos complexos (amidos). Mas o ser humano, desde que nasce, tem preferência por alimentos com sabor doce, o que explica o grande consumo e predileção por eles. Biscoitos recheados também são ricos em gorduras, em geral do tipo trans, o que agrega ainda mais risco ao consumo exagerado e contínuo.

Embutidos

Produtos derivados de carne, como nuggets, hambúrguer, salsicha, salame, linguiça, presunto, mortadela e peito de peru, possuem quantidades elevadas de gordura saturada e sódio, devendo ser evitados. Geralmente de baixo custo e longa duração, são práticos e tendem a ser preferidos quando não há a informação adequada sobre o risco de sua ingestão habitual. O consumo elevado de embutidos é considerado fator de risco para várias doenças, além de prejudicar a saúde global, uma vez que são alimentos de baixa qualidade nutricional.

Refrigerante

São bebidas industrializadas adoçadas que possuem quantidades elevadas de açúcar e baixo teor de nutrientes importantes para a manutenção da saúde. O consumo excessivo de refrigerante aumenta o risco de doenças como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração. Em substituição a esses produtos, é aconselhável o consumo de frutas in natura.

Macarrão instantâneo

Conferindo o rótulo de um Miojo de 85g, encontramos mais de 30 ingredientes, a maioria deles aditivos químicos. “Costumo dizer que se um produto tem muitos nomes estranhos que não reconhecemos quando lemos, não pode ser considerado um alimento. Então é preciso evitar o consumo excessivo desse tipo de produto e valorizar a comida de verdade, em que reconhecemos os alimentos e ingredientes. Vamos descascar mais e desempacotar menos”, instrui a nutricionista Lívia Bacharini.

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domingo, 27 de janeiro de 2019

Entenda o que acontece com o seu coração nos dias mais quentes

As altas temperaturas no verão fazem com que mudanças nos nossos hábitos coloquem a saúde do coração em risco: excesso de esforço físico, maior consumo de bebidas alcoólicas, excessos alimentares, fácil desidratação e muita exposição ao sol.

Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, as pessoas que já possuem problemas cardiovasculares e as que estão dentro do grupo de risco devem estar mais alertas no verão. “Sair da rotina alimentar devido às mudanças de hábitos que o verão traz podem causar o agravamento de doenças do coração, principalmente a hipertensão e o aumento de chances de infarto”, comenta o especialista.

Hipertensão

Quando a temperatura está muito alta, nosso organismo naturalmente sofre um processo chamado vasodilatação. Isso acontece para que o corpo tenha um equilíbrio da temperatura de acordo com o ambiente externo, como no caso do verão. Assim, esse processo facilita a diminuição da temperatura corporal.

“A vasodilatação diminui a pressão arterial, por isso, os hipertensos devem estar atentos, principalmente as pessoas que já fazem uso de medicamento para controlar a pressão. O verão pode ser o momento ideal para colocar em dia a consulta com o cardiologista, assim o paciente pode curtir o calor sem preocupações, desde que não descuide da saúde”, alerta o cirurgião.

Infarto

Mesmo que a pressão arterial seja mais baixa quando a temperatura está mais alta, a desidratação torna o sangue mais grosso e viscoso, fazendo com que a frequência cardíaca aumente, podendo provocar maiores incidências de infartos e derrames.

“As pessoas que possuem fatores de risco como obesidade, hipertensão, colesterol alto, fumantes e histórico familiar de doenças cardiovasculares devem estar atentos aos sintomas e buscar ajuda médica caso sintam tonturas, falta de ar, dores no peito, batimentos acelerados e cansaço excessivo”, conta o médico.

A melhor maneira de aproveitar o verão

Para que o verão seja uma época do ano segura para a saúde do coração, é preciso tomar alguns cuidados: esteja hidratado; não abuse de bebidas alcoólicas; use roupas leves e evite locais que estejam ainda mais quentes e abafados; evite comidas pesadas, dando preferência para alimentos leves e frescos; faça exercícios físicos nos horários menos quentes do dia e não deixe de tomar os medicamentos por causa da mudança de hábito no verão.

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