Dormir bem pode ajudar a viver mais e melhor, mas não basta passar muitas horas na cama. Um neurocientista revelou os hábitos de sono que mais contribuem para um envelhecimento saudável e explica porque a regularidade pode ser tão importante quanto a duração do descanso.
Em entrevista ao HuffPost UK, o neurocientista Matthew Walker destacou: “O sono está associado a um envelhecimento mais saudável, e a biologia nos dá bons motivos para isso, mas desconfie de quem vende o sono como uma solução milagrosa para a longevidade”.
Assim, há outros aspectos importantes a serem considerados.
1. Consistência é fundamental
Algumas pesquisas descobriram que a regularidade do sono — neste caso, ir para a cama sempre no mesmo horário (sempre que possível) — é um indicador de longevidade ainda mais importante do que o total de horas dormidas.
“A regularidade dos horários de sono tem se mostrado um poderoso indicador de saúde a longo prazo. Em algumas análises, é até mais forte do que o total de horas dormidas”, afirmou Walker.
2. Procure dormir de sete a nove horas por noite
A maioria dos adultos precisa de pelo menos sete horas de sono por noite. Alguns estudos indicam que esse é o intervalo ideal para adultos de meia-idade e idosos, embora isso varie de pessoa para pessoa.
“Dormir pouco de forma crônica está associado a doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos e comprometimento da função imunológica”, explica o neurocientista.
3. Proteja o sono profundo, especialmente com o avanço da idade
O sono profundo deve representar cerca de um quarto do sono total e é essencial para o descanso adequado.
“O sono profundo não-REM é quando o cérebro realiza grande parte de suas funções vitais durante a noite, e também é a fase que mais se deteriora com a idade”, acrescentou.
Algumas condições ajudam a melhorar o sono profundo, como manter o quarto fresco, evitar consumo de álcool à noite e se expor à luz natural logo pela manhã.
4. Se ronca e tem pausas na respiração, fique atento
“Não posso enfatizar isso o suficiente. Pode ser o conselho mais importante desta lista”, disse Walker.
“A apneia do sono não tratada é um fator real de risco cardiovascular e cognitivo a longo prazo, além de ser comum e subdiagnosticada”, afirma o especialista.
“Se esse for o seu caso ou o do seu parceiro — ou seja, se houver ronco alto e pausas na respiração — procure um médico. Este é o único item da lista que realmente justifica uma consulta”, concluiu.
FONTE DE PESQUISA: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/


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