terça-feira, 30 de setembro de 2025

Bicarbonato de sódio: o 'remédio esquecido' que pode transformar a saúde

 


Barato, sem patente e de fácil acesso, substância já foi usada contra epidemias e hoje volta a ser estudada como aliada em doenças crônicas.







Escondido em prateleiras de cozinhas e farmácias, o bicarbonato de sódio já ocupou um papel central na medicina. Durante a epidemia de gripe de 1924, nos Estados Unidos, ele foi amplamente utilizado para prevenir e tratar a doença.

Quase um século depois, pesquisas voltam a apontar para seus benefícios, que vão desde o suporte ao sistema digestivo até a possibilidade de auxiliar no combate ao câncer.

Mas se tem tantos efeitos, por que caiu em desuso? A resposta, segundo o médico nutrologista Dr. Adriano Faustino, desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação e um dos maiores especialistas em medicina integrativa do Brasil, é simples:

“O bicarbonato de sódio é barato e não pode ser patenteado. Em um mercado dominado pela indústria farmacêutica, substâncias sem potencial comercial acabam sendo deixadas de lado, mesmo quando apresentam eficácia.”


Sete usos reconhecidos do bicarbonato de sódio

1. Equilíbrio do pH do corpo

O bicarbonato é uma substância alcalina que ajuda a neutralizar a acidez excessiva, mantendo o equilíbrio interno essencial para as funções vitais.

“Um pH equilibrado garante que o organismo funcione em harmonia. O bicarbonato age como um estabilizador temporário, evitando sobrecargas”, explica o Dr. Faustino.

2. Saúde oral

Neutraliza a acidez da boca, prevenindo cáries, desgaste do esmalte e contribuindo para gengivas mais saudáveis e hálito fresco.

3. Antiácido natural

Alivia rapidamente azia, queimação e indigestão ao neutralizar o excesso de ácido no estômago.

4. Recuperação muscular

Muito usado por atletas no passado, ajuda a neutralizar o ácido lático produzido nos treinos intensos, reduzindo fadiga e desconforto muscular.

5. Proteção renal

Atua como suporte aos rins, neutralizando ácidos em excesso no sangue e prevenindo sobrecargas nesses órgãos.

6. Auxílio digestivo

Reduz a sensação de inchaço e peso após as refeições, favorecendo uma digestão mais leve.

7. Desodorante natural

Neutraliza ácidos e bactérias responsáveis pelo mau odor, oferecendo uma alternativa simples e sem químicos agressivos.

Uma ferramenta esquecida pela modernidade

“O bicarbonato não é uma cura milagrosa, mas é uma ferramenta poderosa. Ele ajuda a reequilibrar o organismo e proteger a saúde de forma acessível e eficaz”, conclui o Dr. Adriano Faustino.

Com custo baixo e efeitos múltiplos, o bicarbonato de sódio volta ao debate científico e clínico como um dos exemplos mais claros de como soluções simples podem ter grande impacto na saúde.






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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Exercitar-se no inverno gasta mais calorias e auxilia na saúde mental

 


Especialista aponta principais benefícios em manter a rotina de atividades físicas no período e dá dicas para evitar lesões.






Com a queda das temperaturas, o desejo de permanecer em ambientes fechados, sob cobertores, tende a aumentar. Apesar da resistência inicial que o frio costuma causar, a estação pode oferecer vantagens para quem decide se movimentar. As baixas temperaturas favorecem a queima calórica, já que o corpo precisa trabalhar mais para manter sua temperatura interna. O clima ameno, por sua vez, tende a tornar as atividades mais confortáveis, reduzindo a sensação de cansaço comum em dias muito quentes.

Mesmo​​ que pareça desafiador, manter uma rotina de atividade física durante o inverno é fundamental para a saúde física e mental. É o que reforça a médica clínica geral Juliana Fernandes de Almeida, coordenadora da UPA Campo dos Alemães, em São José dos Campos, gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), em parceria com a prefeitura local.

“A atividade física ajuda não só a fortalecer o sistema imunológico, mas também melhora a circulação sanguínea, combate o sedentarismo e previne doenças cardiovasculares e metabólicas”, destaca a médica. “Além ​​disso​​, os exercícios ​​auxiliam no controle do​​ estresse e ​dos ​sintomas de ansiedade ou depressão, que podem se intensificar nos dias mais frios.”

​​Para quem está sedentário ou pretende iniciar uma rotina de exercícios, é preciso atenção aos cuidados prévios, especialmente nas estações mais frias. “O frio reduz a elasticidade muscular e articular, o que aumenta o risco de lesões, como distensões e entorses. Por isso, é ​​necessário​​​​ ​​ iniciar com um bom aquecimento e com atividades leves e progressivas”, explica​ ​. ​​​ 

Outras recomendações envolvem o uso de roupas adequadas, que protejam do frio sem impedir a transpiração, e manter a hidratação, mesmo sem a sensação de sede, que é reduzida em temperaturas mais baixas. O consumo inadequado de água no frio, inclusive, pode prejudicar o desempenho físico e aumentar o risco de câimbras, fadiga e lesões.

De acordo com a Dra. Juliana, a escolha da atividade deve considerar o perfil de cada pessoa. “A idade, condição física, histórico de saúde e preferências pessoais ​​são norteadores para essa​​​​ ​​ decisão. De forma geral, caminhadas, alongamentos, pilates e exercícios funcionais em ambientes fechados e bem ventilados são boas opções”, aponta. A regularidade é mais importante do que a intensidade, ​​principalmente​​ para quem está retomando uma rotina de movimentação.

Pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, também ​​necessitam​​​​ ​​ de ​​cuidados​​ ​​especiais​​ no inverno. Estudos mostram que a exposição ao frio pode elevar a pressão arterial e interferir na ação da insulina. “Nesses casos, é essencial evitar exercícios em jejum, manter alimentação adequada e realizar a prática em horários de temperatura mais amena, como no meio da manhã ou início da tarde”, orienta ​Dra. ​Juliana. Além disso, o acompanhamento médico regular ​​precisa​​ ser mantido e ajustes no plano de atividade física devem ser feitos com base na avaliação clínica de cada paciente.

A ​​profissional​​ destaca ainda que alguns sinais ​​exigem atenção​​ durante a prática: dor no peito, falta de ar intensa, tontura, palpitações, dormência ou fraqueza em membros e dores musculares persistentes são indícios de que a atividade deve ser interrompida. “Nessas situações, é ​​primordial​​ buscar avaliação médica antes de retomar os exercícios”, enfatiza.

Segundo a médica, criar uma rotina que se encaixe na realidade de cada pessoa é o primeiro passo para vencer a inércia e transformar o exercício em hábito. Mais do que buscar resultados imediatos, o foco ​​é manter a​​ consistência e ​​valorizar o​​ impacto positivo que a prática regular tem na saúde física e emocional.

“Lembrar-se dos benefícios a longo prazo e da sensação de bem-estar após o exercício pode ser o melhor motivador para manter a constância, mesmo no inverno”, finaliza.




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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

3 suplementos que você deve evitar: farmacêutica faz alerta

 


Produtos voltados para cabelo, pele, vitaminas em goma e até minerais como ferro e cálcio podem causar efeitos adversos se consumidos de forma incorreta. Farmacêuticos recomendam cautela e reforçam a importância do acompanhamento profissional.






Com a promessa de melhorar a saúde, beleza e energia, os suplementos alimentares ganharam espaço nas prateleiras de farmácias e na rotina de milhares de pessoas. Mas, segundo especialistas, o uso indiscriminado desses produtos pode trazer riscos à saúde, principalmente quando feito sem orientação médica.

A farmacêutica Abdur Rehman, em entrevista ao portal Only My Health, fez um alerta sobre três tipos de suplementos que exigem atenção redobrada. O principal problema, segundo ela, está na automedicação e na confiança em promessas divulgadas por celebridades e influenciadores, sem base científica sólida.

 Suplementos para cabelo e pele: promessas sem comprovação científica

Cada vez mais populares nas redes sociais, os suplementos com fórmulas que incluem compostos como ashwagandha e ginseng são vendidos com a promessa de fortalecer unhas, cabelo e melhorar a pele. No entanto, Rehman destaca que muitos desses produtos não têm respaldo científico. Segundo ela, os efeitos positivos só costumam ser observados em pessoas com deficiências nutricionais específicas — o que não é o caso da maioria dos consumidores.

 1. Vitaminas em goma: sabor agradável, mas com armadilhas

Outro alerta da especialista vai para as famosas vitaminas em formato de goma, vendidas como alternativa mais “gostosa” aos suplementos tradicionais. Mesmo as versões sem açúcar podem conter altos níveis de adoçantes, sucos concentrados e conservantes que, em excesso, contribuem para problemas como obesidade, cáries e doenças cardíacas. “Na prática, são doces disfarçados”, resume Rehman.

 2. Ferro e cálcio: combinação que anula os efeitos

Suplementos de ferro e cálcio, quando tomados juntos, podem ter a absorção comprometida. Segundo a farmacêutica, esses minerais competem entre si no processo de absorção intestinal, o que reduz a eficácia dos dois. A recomendação é espaçar o consumo de ambos e evitar ingeri-los simultaneamente após as refeições.

3. Cafeína pode interferir na absorção de vitaminas e minerais

Além disso, a terapeuta nutricional Rhian Stephenson, citada pela revista Glamour, reforça que o consumo de café pode interferir diretamente na absorção de alguns nutrientes. É o caso do ferro e da vitamina D, cujos níveis podem ser reduzidos quando ingeridos com cafeína. Vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e potássio também podem ser eliminados com mais facilidade pelo efeito diurético da bebida.

A recomendação de ambos os especialistas é clara: antes de incluir qualquer suplemento na rotina, o ideal é buscar aconselhamento de um médico ou nutricionista, para garantir que o uso seja realmente necessário e feito da maneira correta.

Consulte sempre um médico especializado antes de adquirir qualquer produto indicado.




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domingo, 3 de agosto de 2025

6 hábitos que estão trazendo sérios problemas à sua coluna

 

Especialistas revelam alguns hábitos que estão trazendo sérios problemas à sua coluna. O melhor é estar atento para evitar que algo mais grave aconteça. Saiba do que se trata.







Você pode nem perceber, mas existem alguns hábitos diários que estão causando sérios problemas para a sua coluna. É importante identificá-los e entender o que está fazendo para evitar que a situação piore.

O site Well&Good conversou com alguns especialistas na área, como a fisioterapeuta Lindsy Jackson, o especialista em coluna Roberto Mancuso e o médico Ammar Divan.

A coluna é um elemento fundamental, pois não só sustenta todo o corpo como também facilita a locomoção e até o simples ato de sentar. Ao não cuidar da coluna como deveria, você acaba correndo o risco de ter problemas no futuro.

“Hábitos do dia a dia podem contribuir para dores na coluna. Isso pode incluir dores lombares, que acabam afetando muitas pessoas”, explica Robert Mancuso. Mas que hábitos diários afetam tanto a coluna?

Se você acorda de manhã sentindo alguma dor na coluna, é sinal de que pode ter alguma lesão. Veja o que pode estar fazendo de errado:

1- Sentar curvado à mesa

“Embora se curvar sobre a mesa possa não causar danos diretos à coluna, isso leva ao enfraquecimento dos músculos do core, rigidez e aumento da pressão sobre os discos da coluna”, diz Ammar Divan.

Como solução, é importante prestar atenção na forma como se senta. Certifique-se de que os pés estão bem apoiados no chão e o monitor está na altura dos olhos. Mantenha sempre a coluna reta.

2- Levantar pesos de forma inadequada

“Se você levanta pesos na academia, já deve saber que é preciso manter uma postura correta para prevenir lesões. O mesmo vale para o dia a dia, ao levantar qualquer tipo de peso. Se fizer isso com uma postura errada, o risco de dores na lombar aumenta”, alerta Lindsy Jackson.

Para resolver o problema, dobre os joelhos sempre que for levantar algo. Assim, você baixa o centro de gravidade e levanta usando as pernas, e não as costas.

3- Olhar sempre para o celular

“O pescoço fica inclinado para a frente, com o queixo em direção ao peito, enquanto mexe no celular. Com o tempo, isso causa tensão na coluna. Ficar olhando o tempo todo para o celular é como pendurar uma bola no pescoço o dia todo”, alerta o especialista.

A solução é fazer pausas ao usar o celular. Tente também segurar o aparelho na altura dos olhos para evitar essa posição desconfortável. Além disso, faça alongamentos leves para o pescoço ao longo do dia.

4- Carregar mochilas e bolsas de forma errada

“Mochilas pesadas e bolsas grandes ou de notebook penduradas em um ombro só exercem pressão assimétrica na coluna. Isso desequilibra o corpo e força os músculos a trabalharem mais”, explica.

Use sempre as duas alças da mochila para distribuir melhor o peso. E troque a bolsa de ombro de lado com frequência.

5- Usar calçados inadequados

“Calçados sem suporte podem causar problemas nos pés, mas também afetam a coluna. Saltos altos, por exemplo, colocam os pés em uma posição não natural e podem desequilibrar a coluna, contribuindo para dores nas costas”, explica Roberto Mancuso.

Prefira calçados que ofereçam suporte e evite posturas forçadas dos pés.

6- Dormir de bruços

“Dormir de bruços ou usar o travesseiro errado pode causar dores na coluna pela manhã”, diz Lindsy Jackson. Ela recomenda dormir de lado ou de costas para manter uma melhor posição da coluna.




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sábado, 19 de julho de 2025

Precisa aumentar os níveis de magnésio? Aposte nestes 6 alimentos essenciais

Essencial para o funcionamento do corpo, o magnésio regula a pressão arterial, fortalece os ossos e ajuda a controlar o açúcar no sangue. Veja quanto consumir por dia e quais alimentos — como sementes, legumes e até chocolate amargo — são as melhores fontes naturais do mineral.





O magnésio é um mineral fundamental para o bom funcionamento do organismo, participando de centenas de processos importantes — desde o controle da função muscular e nervosa até a regulação dos batimentos cardíaco

 Apesar de sua importância, muitas pessoas ainda não consomem a quantidade recomendada, segundo alerta do site Eating Well.

Quanto precisamos por dia?

A ingestão diária recomendada de magnésio varia entre 310 e 420 miligramas, dependendo da idade e do sexo. Embora suplementos possam ser indicados em casos específicos, os especialistas reforçam que o ideal é obter esse nutriente por meio da alimentação.

“O magnésio vindo dos alimentos costuma ter maior biodisponibilidade, ou seja, é mais facilmente absorvido pela corrente sanguínea”, explica a nutricionista Carrie Gabriel, em entrevista ao site.

Alimentos ricos em magnésio que você pode incluir na rotina.

1. Sementes de abóbora


São uma das fontes mais concentradas de magnésio: 28g de sementes torradas oferecem 156 mg do mineral, o equivalente a 37% da necessidade diária. Também fornecem ferro, zinco e gorduras boas.

2. Sementes de chia


Pequenas, mas poderosas. Em 28g, as sementes de chia contêm cerca de 95 mg de magnésio, além de fibras, proteínas e ácidos graxos ômega-3 de origem vegetal.

3. Amêndoas


Uma opção prática e nutritiva. Uma porção de 28g de amêndoas torradas a seco fornece 80 mg de magnésio, além de vitamina E, gorduras boas e proteína.

4. Feijão preto


Rico em magnésio e fonte de proteína vegetal e fibras, o feijão preto ajuda na saciedade e na saúde digestiva. Meia xícara cozida contém 60 mg do mineral.

5. Espinafre


Folhas verdes como o espinafre são ótimas aliadas da saúde. Meia xícara de espinafre cozido oferece 78 mg de magnésio, além de ferro, potássio e antioxidantes.

6. Chocolate amargo

Uma maneira saborosa de aumentar a ingestão de magnésio. Com pelo menos 70% de cacau, 28g de chocolate amargo fornecem cerca de 65 mg do nutriente, além de flavonoides antioxidantes benéficos ao coração.






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Descansar também é produtivo: os benefícios do ócio para a mente

  Psicóloga explica como momentos de pausa podem favorecer a criatividade, reduzir o estresse e promover o bem-estar emocional. E m uma soci...